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ALTER DO CHÃO, INCOMPARÁVEL! Parte 2

Este post é uma colaboração de Aurea Figueira, jornalista de primeira linha e amante de lugares, cultura, natureza e caminhadas. Ela viajou de férias e atualizou para o blog as informações e melhores dicas do destino, que eu adoro e ao qual já viajei várias vezes. Para ver o primeiro post, clique aqui.

Vista da praia. O local pode ser utilizado para eventos como casamentos, noivados,m etc. Foto:  TripAdvisor

Vista da praia. O local pode ser utilizado para eventos como casamentos, noivados,m etc. Foto: TripAdvisor

Navegar é preciso!

Mas comer bem também é preciso. E em Alter, nas paradas das voadeiras, quando descemos nas ilhas de areia branca, há um outro paraíso o gastronômico. Não se trata só de pratos sofisticados – quase que não precisa altos ingredientes para um pescado fresco, tirado das águas do Tapajós, ali, na hora! A riqueza da mesa tapajônica está definitivamente nos peixes como pirarucu, piraíba, tucunaré, charutinho, tambaqui e o acarí, acompanhados de farinha de mandioca paraense, pirão de vários tipos, legumes frescos. (Ao saboreá-los vai se esquecer dos peixes congelados dos supermercados.

Restaurante do Saulo, obrigatório

Não deixe de ir. Além do passeio até lá ser maravilhoso, com as vistas incansáveis que Alter proporciona, o Saulo é mais que um restaurante. É uma experiência já a partir da chegada.

Ao descer da voadeira, prepare-se para subir mais de 130 degraus, mas com paradas ótimas para descanso – em uma delas tem uma piscina deliciosa pra se refrescar e te encorajar a subir o restante.

Clique na imagem acima para ver as próximas! Créditos: Rosana P., Pétia Oliveira e Saulo V.

Clique na imagem acima para ver as próximas! Créditos: LaraP782 e André Lucas.

Os ambientes do Saulo vão muito além do restaurante. Tem um estar amplo com almofadões, redes e poltronas em palha para você curtir antes do almoço ou fazer uma bela sesta após degustar as delícias do chef.

O visual lá de cima é deslumbrante: paisagem amazônica avistada do deck e também da imensidão do Rio Tapajós, cristalino nesse trecho. A visão, quase 360º, é de cair o queixo!

Áreas de descanso. Fotos: Mayci Rodrigues e Evan.

Salão principal e vista da praia. Foto:  Waldelice .

Salão principal e vista da praia. Foto: Waldelice.

Fotos: Servio Albuka, 355adrianab e Yona.

A história é comum: começou quando o Saulo, proprietário do restaurante, comprou um terreno na paradisíaca praia do Carapanari, tendo o terreno uma vista belíssima.

Anfiteatro da Selva. Foto:  Fabrícia Custódio

Anfiteatro da Selva. Foto: Fabrícia Custódio

Ao adquirir o pedaço de terra construiu uma cabana para a qual convidava os amigos nos finais de semana. Lá o carismático Saulo fazia pratos gostosos para a turma. A coisa foi tomando forma e os amigos encomendavam os pratos, surgindo, assim, o restaurante Casa do Saulo.

Inclua o passeio à Casa do Saulo em sua visita a Alter. A gastronomia de primeira é rodeada de outros atrativos, lembrando ainda que o espaço conta com anfiteatro, jardins bem cuidados e muita gente bacana.

Cardápio da Casa do Saulo. Fotos: TripAdvisor.

Clique nas imagens acima para ver as próximas. Créditos: TripAdvisor

Noites Doces

Não poderia deixar de citar neste post os doces desse doce vilarejo. São produzidos a partir das frutas da região como o cupuaçu, o coco. O côco vai ao fogo para ganhar a textura necessária de recheio do chocolate. Bombons, licores, compotas e balas de frutos amazônicos são muito diferentes daqueles do nosso cotidiano. Realmente, são muito especiais.

Fotos: Raimowra, Lara P e Sophia W.

Por fim e não menos importante está o verdadeiro açaí. Em Alter, assim como em todo o Pará, o açaí é em polpa, em temperatura ambiente e acompanhado de flocos de tapioca com ou sem açúcar.

E, de novo - esqueça tudo o que já provou de açaí por esse Brasil afora.

ALTER DO CHÃO, INCOMPARÁVEL !

Este post é uma colaboração de Aurea Figueira, jornalista de primeira linha e amante de lugares, cultura, natureza e caminhadas. Ela viajou de férias e atualizou para o blog as informações e melhores dicas do destino, que eu adoro e ao qual já viajei várias vezes.

Alter do Chão. Foto:    Lubasi

Alter do Chão. Foto: Lubasi

Alter do Chão não é o Caribe Brasileiro, simplesmente porque não dá para comparar com outros lugares.

É incomparável!

A viagem até lá é cansativa – nossa malha viária é muito deficiente, ainda. Para chegar em Santarém, leva-se cerca de 6 horas, com, no mínimo, uma conexão. De Santarém, um taxi muito rápido te faz chegar em Alter do Chão.

Qualquer que seja sua expectativa em relação a Alter, acredite, ela vai ser superada e muito!

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E atenção: poucos brasileiros conhecem. Muitos estrangeiros tem Alter no radar e visitam o local com bastante frequência.

Fui para a hospedagem mais tradicional do destino, que é o Hotel Beloalter. É simples, como a maioria das pousadas de Alter, mas a proprietária, Irene Zampietro, é uma hostess das melhores, a comida é excelente e o diferencial é imbatível: é pé na areia.

Com a chegada da seca, em agosto, surgem pontais de areia de curvas sensuais a adornar esse rio de 850 quilômetros de extensão, um dos mais belos afluentes do Amazonas. Livre de mosquitos, piranhas ou jacarés, convida ao banho e deixa claro que cada rio é um universo próprio na região. Sua beleza é saturada no distrito de Alter do Chão, em Santarém, no Pará, quando, no fim do ano, revela 19 praias de areia branca. Nade sem receio, experimente a piracaia (peixe na grelha pescado na hora) e contemple o céu estrelado, longe de qualquer sinal de civilização. Alter do Chão ganhou reconhecimento internacional em 2009, quando o jornal inglês The Guardian a colocou entre as dez mais belas praias do Brasil. O melhor período para visitar a cidade é entre agosto e fevereiro, quando chove menos e lindas praias surgem no meio do rio. No período da vazante o Hotel Beloalter ganha um trecho de praia quase exclusivo para aos hóspedes.

Clique nas fotos abaixo para ver as próximas.

Fotos: beloalter.com.br, TripAdvisor e Vem Para Alter

Como cheguei à noite, só coloquei o pé na areia no dia seguinte pela manhã. Por um momento achei que estava nas praias paradisíacas do sul da Bahia, recortadas, de areia muito branca. Assim que me dei conta que as volumosas águas formando dunas e ilhas eram as do Rio Tapajós tive aquela sensação de quem esta vendo o mar pela primeira vez.

É indescritível. Tudo vem na cabeça de uma vez só. O tamanho do Brasil, nossa riqueza natural, nossos recursos hídricos, capazes de matar a sede do mundo, se for bem tratada.

Fotos:  Tiago Silveira ,  Lubasi ,  Celeumo  e Aurea Figueira

Fotos: Tiago Silveira, Lubasi, Celeumo e Aurea Figueira

Os Munduruku. Foto: Márcio Monteiro Rocha

Os Munduruku. Foto: Márcio Monteiro Rocha

Alter é uma pérola no Pará, um vilarejo de 7 mil habitantes, eleito pelo jornal britânico The Guardian como uma das melhores praias do Brasil. Praias, veja bem. São praias, mesmo, das águas doces do Tapajós, que nasce no Mato Grosso, cruza o Sudoeste do Pará e, antes de desaguar na zona portuária de Santarém, beija as areias da terra dos índios boraris e dos Munduruku.

Enquanto respirava e entendia aquela imensidão inusitada da Amazônia, fiz o primeiro passeio obrigatório em Alter, a Ilha do Amor.

Fui a pé da pousada - uma caminhada pela areia e uma travessia pequena do rio, enquanto a maré está baixa. Temos que entender essa ilha pela perspectiva geográfica dela, é ai que esta toda a beleza ao percebermos seu formato de coração estilizado, mas que vai mudando conforme a época do ano.

Turistas e nativos na Ilha. Foto:  Luiz Pantoja

Turistas e nativos na Ilha. Foto: Luiz Pantoja

Na beira da ilha há uma imensidão de quiosques que abrigam turistas e nativos garantindo cerveja gelada e petiscos da região. Quando está muito cheio a ilha perde no visual. Mas é linda.  

Os passeios são tantos que fiquei perdida no começo. Todos podem ser feitos por terra, alugando um carro ou utilizando os serviços de taxis. Mas claro, nada se compara aos passeios de voadeiras (nem os preços!)

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Principalmente se eles forem feitos com o melhor guia de Alter – o Pitó –,   nativo, cheio de histórias, cuidadoso e com preço justo e negociável.

Vou contar hoje sobre a primeira das minhas jornadas nas águas caudalosas dos Rios Tapajós e Amazonas.

Voadeiras. Fotos:    Los viajes del Cangrejo

Voadeiras. Fotos: Los viajes del Cangrejo

Passei a maior parte do tempo navegando pelo Tapajós para conhecer seu encontro com os rios Arapiuns e Amazonas. Mais do que um passeio eco turístico, é um passeio que guarda muita história daquele povo e que, consequentemente, afeta a história brasileira. Sendo longo ou curto, o passeio convida a observar tonalidades de verde, azul e… marrom. Além de encontros com botos-cor-de-rosa, jacarés, bichos-preguiça, capivaras e outros bichos, nos encontramos com o mais caudaloso rio do mundo, o Amazonas. A mistura com o Tapajós não é fácil. Mas, enquanto se assiste ao espetáculo da natureza, diversas revoadas de periquitos, carcarás e jaçanas fazem a trilha sonora.

A parada obrigatória é na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, onde pude ver e conviver por algumas horas com a comunidade de Anã. Um refeitório e banheiros coletivos são suficientes para todos os moradores e visitantes.

Claro que é tudo muito bem organizado: passeios pela mata, visita a um apiário caseiro de abelhas sem ferrão, degustação de mel, almoço já tratado com antecedência, e, claro, a lojinha.

Emociona ver o artesanato dos índios, são peças que chegam a custar somente 7 reais e nem sempre são maravilhosas. Mas não é possível sair sem adquirir nada. Meu impulso da compra se deu pelo aspecto humano e social, as comunidades são pobres e vivem do nosso turismo.

Fotos: Aurea Figueira, Lisa Cyr e Portal Amazônia.

Tem muito mais para conhecer e fazer em Alter, incluindo o centro de Santarém e, claro, Belterra, que é Patrimônio Arquitetônico.

Antes de publicar o próximo passeio e dar mais dicas, alerto; nunca acredite que Alter do Chão é o caribe brasileiro.

Alter é único, incomparável.