ALTER DO CHÃO, INCOMPARÁVEL! Parte 2

Este post é uma colaboração de Aurea Figueira, jornalista de primeira linha e amante de lugares, cultura, natureza e caminhadas. Ela viajou de férias e atualizou para o blog as informações e melhores dicas do destino, que eu adoro e ao qual já viajei várias vezes. Para ver o primeiro post, clique aqui.

Vista da praia. O local pode ser utilizado para eventos como casamentos, noivados,m etc. Foto:  TripAdvisor

Vista da praia. O local pode ser utilizado para eventos como casamentos, noivados,m etc. Foto: TripAdvisor

Navegar é preciso!

Mas comer bem também é preciso. E em Alter, nas paradas das voadeiras, quando descemos nas ilhas de areia branca, há um outro paraíso o gastronômico. Não se trata só de pratos sofisticados – quase que não precisa altos ingredientes para um pescado fresco, tirado das águas do Tapajós, ali, na hora! A riqueza da mesa tapajônica está definitivamente nos peixes como pirarucu, piraíba, tucunaré, charutinho, tambaqui e o acarí, acompanhados de farinha de mandioca paraense, pirão de vários tipos, legumes frescos. (Ao saboreá-los vai se esquecer dos peixes congelados dos supermercados.

Restaurante do Saulo, obrigatório

Não deixe de ir. Além do passeio até lá ser maravilhoso, com as vistas incansáveis que Alter proporciona, o Saulo é mais que um restaurante. É uma experiência já a partir da chegada.

Ao descer da voadeira, prepare-se para subir mais de 130 degraus, mas com paradas ótimas para descanso – em uma delas tem uma piscina deliciosa pra se refrescar e te encorajar a subir o restante.

Clique na imagem acima para ver as próximas! Créditos: Rosana P., Pétia Oliveira e Saulo V.

Clique na imagem acima para ver as próximas! Créditos: LaraP782 e André Lucas.

Os ambientes do Saulo vão muito além do restaurante. Tem um estar amplo com almofadões, redes e poltronas em palha para você curtir antes do almoço ou fazer uma bela sesta após degustar as delícias do chef.

O visual lá de cima é deslumbrante: paisagem amazônica avistada do deck e também da imensidão do Rio Tapajós, cristalino nesse trecho. A visão, quase 360º, é de cair o queixo!

Áreas de descanso. Fotos: Mayci Rodrigues e Evan.

Salão principal e vista da praia. Foto:  Waldelice .

Salão principal e vista da praia. Foto: Waldelice.

Fotos: Servio Albuka, 355adrianab e Yona.

A história é comum: começou quando o Saulo, proprietário do restaurante, comprou um terreno na paradisíaca praia do Carapanari, tendo o terreno uma vista belíssima.

Anfiteatro da Selva. Foto:  Fabrícia Custódio

Anfiteatro da Selva. Foto: Fabrícia Custódio

Ao adquirir o pedaço de terra construiu uma cabana para a qual convidava os amigos nos finais de semana. Lá o carismático Saulo fazia pratos gostosos para a turma. A coisa foi tomando forma e os amigos encomendavam os pratos, surgindo, assim, o restaurante Casa do Saulo.

Inclua o passeio à Casa do Saulo em sua visita a Alter. A gastronomia de primeira é rodeada de outros atrativos, lembrando ainda que o espaço conta com anfiteatro, jardins bem cuidados e muita gente bacana.

Cardápio da Casa do Saulo. Fotos: TripAdvisor.

Clique nas imagens acima para ver as próximas. Créditos: TripAdvisor

Noites Doces

Não poderia deixar de citar neste post os doces desse doce vilarejo. São produzidos a partir das frutas da região como o cupuaçu, o coco. O côco vai ao fogo para ganhar a textura necessária de recheio do chocolate. Bombons, licores, compotas e balas de frutos amazônicos são muito diferentes daqueles do nosso cotidiano. Realmente, são muito especiais.

Fotos: Raimowra, Lara P e Sophia W.

Por fim e não menos importante está o verdadeiro açaí. Em Alter, assim como em todo o Pará, o açaí é em polpa, em temperatura ambiente e acompanhado de flocos de tapioca com ou sem açúcar.

E, de novo - esqueça tudo o que já provou de açaí por esse Brasil afora.

ALTER DO CHÃO, INCOMPARÁVEL !

Este post é uma colaboração de Aurea Figueira, jornalista de primeira linha e amante de lugares, cultura, natureza e caminhadas. Ela viajou de férias e atualizou para o blog as informações e melhores dicas do destino, que eu adoro e ao qual já viajei várias vezes.

Alter do Chão. Foto:    Lubasi

Alter do Chão. Foto: Lubasi

Alter do Chão não é o Caribe Brasileiro, simplesmente porque não dá para comparar com outros lugares.

É incomparável!

A viagem até lá é cansativa – nossa malha viária é muito deficiente, ainda. Para chegar em Santarém, leva-se cerca de 6 horas, com, no mínimo, uma conexão. De Santarém, um taxi muito rápido te faz chegar em Alter do Chão.

Qualquer que seja sua expectativa em relação a Alter, acredite, ela vai ser superada e muito!

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E atenção: poucos brasileiros conhecem. Muitos estrangeiros tem Alter no radar e visitam o local com bastante frequência.

Fui para a hospedagem mais tradicional do destino, que é o Hotel Beloalter. É simples, como a maioria das pousadas de Alter, mas a proprietária, Irene Zampietro, é uma hostess das melhores, a comida é excelente e o diferencial é imbatível: é pé na areia.

Com a chegada da seca, em agosto, surgem pontais de areia de curvas sensuais a adornar esse rio de 850 quilômetros de extensão, um dos mais belos afluentes do Amazonas. Livre de mosquitos, piranhas ou jacarés, convida ao banho e deixa claro que cada rio é um universo próprio na região. Sua beleza é saturada no distrito de Alter do Chão, em Santarém, no Pará, quando, no fim do ano, revela 19 praias de areia branca. Nade sem receio, experimente a piracaia (peixe na grelha pescado na hora) e contemple o céu estrelado, longe de qualquer sinal de civilização. Alter do Chão ganhou reconhecimento internacional em 2009, quando o jornal inglês The Guardian a colocou entre as dez mais belas praias do Brasil. O melhor período para visitar a cidade é entre agosto e fevereiro, quando chove menos e lindas praias surgem no meio do rio. No período da vazante o Hotel Beloalter ganha um trecho de praia quase exclusivo para aos hóspedes.

Clique nas fotos abaixo para ver as próximas.

Fotos: beloalter.com.br, TripAdvisor e Vem Para Alter

Como cheguei à noite, só coloquei o pé na areia no dia seguinte pela manhã. Por um momento achei que estava nas praias paradisíacas do sul da Bahia, recortadas, de areia muito branca. Assim que me dei conta que as volumosas águas formando dunas e ilhas eram as do Rio Tapajós tive aquela sensação de quem esta vendo o mar pela primeira vez.

É indescritível. Tudo vem na cabeça de uma vez só. O tamanho do Brasil, nossa riqueza natural, nossos recursos hídricos, capazes de matar a sede do mundo, se for bem tratada.

Fotos:  Tiago Silveira ,  Lubasi ,  Celeumo  e Aurea Figueira

Fotos: Tiago Silveira, Lubasi, Celeumo e Aurea Figueira

Os Munduruku. Foto: Márcio Monteiro Rocha

Os Munduruku. Foto: Márcio Monteiro Rocha

Alter é uma pérola no Pará, um vilarejo de 7 mil habitantes, eleito pelo jornal britânico The Guardian como uma das melhores praias do Brasil. Praias, veja bem. São praias, mesmo, das águas doces do Tapajós, que nasce no Mato Grosso, cruza o Sudoeste do Pará e, antes de desaguar na zona portuária de Santarém, beija as areias da terra dos índios boraris e dos Munduruku.

Enquanto respirava e entendia aquela imensidão inusitada da Amazônia, fiz o primeiro passeio obrigatório em Alter, a Ilha do Amor.

Fui a pé da pousada - uma caminhada pela areia e uma travessia pequena do rio, enquanto a maré está baixa. Temos que entender essa ilha pela perspectiva geográfica dela, é ai que esta toda a beleza ao percebermos seu formato de coração estilizado, mas que vai mudando conforme a época do ano.

Turistas e nativos na Ilha. Foto:  Luiz Pantoja

Turistas e nativos na Ilha. Foto: Luiz Pantoja

Na beira da ilha há uma imensidão de quiosques que abrigam turistas e nativos garantindo cerveja gelada e petiscos da região. Quando está muito cheio a ilha perde no visual. Mas é linda.  

Os passeios são tantos que fiquei perdida no começo. Todos podem ser feitos por terra, alugando um carro ou utilizando os serviços de taxis. Mas claro, nada se compara aos passeios de voadeiras (nem os preços!)

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Principalmente se eles forem feitos com o melhor guia de Alter – o Pitó –,   nativo, cheio de histórias, cuidadoso e com preço justo e negociável.

Vou contar hoje sobre a primeira das minhas jornadas nas águas caudalosas dos Rios Tapajós e Amazonas.

Voadeiras. Fotos:    Los viajes del Cangrejo

Voadeiras. Fotos: Los viajes del Cangrejo

Passei a maior parte do tempo navegando pelo Tapajós para conhecer seu encontro com os rios Arapiuns e Amazonas. Mais do que um passeio eco turístico, é um passeio que guarda muita história daquele povo e que, consequentemente, afeta a história brasileira. Sendo longo ou curto, o passeio convida a observar tonalidades de verde, azul e… marrom. Além de encontros com botos-cor-de-rosa, jacarés, bichos-preguiça, capivaras e outros bichos, nos encontramos com o mais caudaloso rio do mundo, o Amazonas. A mistura com o Tapajós não é fácil. Mas, enquanto se assiste ao espetáculo da natureza, diversas revoadas de periquitos, carcarás e jaçanas fazem a trilha sonora.

A parada obrigatória é na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, onde pude ver e conviver por algumas horas com a comunidade de Anã. Um refeitório e banheiros coletivos são suficientes para todos os moradores e visitantes.

Claro que é tudo muito bem organizado: passeios pela mata, visita a um apiário caseiro de abelhas sem ferrão, degustação de mel, almoço já tratado com antecedência, e, claro, a lojinha.

Emociona ver o artesanato dos índios, são peças que chegam a custar somente 7 reais e nem sempre são maravilhosas. Mas não é possível sair sem adquirir nada. Meu impulso da compra se deu pelo aspecto humano e social, as comunidades são pobres e vivem do nosso turismo.

Fotos: Aurea Figueira, Lisa Cyr e Portal Amazônia.

Tem muito mais para conhecer e fazer em Alter, incluindo o centro de Santarém e, claro, Belterra, que é Patrimônio Arquitetônico.

Antes de publicar o próximo passeio e dar mais dicas, alerto; nunca acredite que Alter do Chão é o caribe brasileiro.

Alter é único, incomparável.

MEDELLÍN: ALÉM DO BÁSICO...

Além do que já contei pra vocês no post anterior, eu ainda visitei o mercado, algumas “comunas” e projetos de Parques e Bibliotecas.

Também experimentei o cardápio de degustação com 9 pratos no restaurante El Cielo.

Um dos locais que devem ser visitados quando você está em Medellín é o Mercado Del Rio. Fica no setor do Poblado que eles chamam de “Milla del Oro”. Reúne em torno de 22 opções gastronômicas sob o conceito de ser um “Maridaje de Vida”, ou seja, algo como “harmonização da vida”.

Foto: TripAdvisor

Foto: TripAdvisor

Os detalhes foram bem cuidados e os locais gastronômicos são bem acolhedores, apesar do espaço amplo. Ali estão opções gastronômicas do México, Aruba, Itália, Índia, Japão e Estados Unidos entre as várias regionais da Colômbia. Eu fiquei com esta última opção e provei a harmonização de queijos com frutos do mar e uma Paella. No térreo, o ambiente é bem informal, mas no andar superior estão opções de restaurantes mais requintados.

Foto: Trip Advisor

Foto: Trip Advisor

Os colombianos gostam muito de esportes e no Mercado Del Rio podem assistir a eventos nas maiores telas HD disponíveis na região, enquanto almoçam ou fazem uma happy hour. Adorei! É uma tendência mundial de espaços multiuso e, em uma cidade chuvosa como Medellín, é meio como estar ao ar livre, só que coberto.

Também tivemos outra atividade gastronômica. No restaurante El Cielo, em Bogotá, mistura modernidade, neurociência e cozinha ancestral colombiana para oferecer muito mais do que uma bela experiência gastronômica. É o 30º colocado no ranking 50 Best da América Latina. Aqui, provamos o menu degustação

Fotos: El Cielo

A Colômbia vem rapidamente recuperando-se de um passado difícil e mostrando muitos de seus encantos. O país que deu ao mundo figuras como Fernando Botero, Gabriel García Marquez e Shakira, dentre muitos outros, busca mostrar ao visitante sensações diversas, e a gastronomia local reflete essa cultura, tendo seu jovem chef Juan Manuel Barrientos, carinhosamente chamado de Juanma, um dos mais inspirados representantes.

Juan Manuel Barrientos, o Juanma. Foto: El Cielo.

Juan Manuel Barrientos, o Juanma. Foto: El Cielo.

Eu o vi pela primeira vez em agosto de 2018, ele esteve na Bienal do Livro em São Paulo lançando seu livro Receita do Êxito. Claro que achei que era um livro de receitas, mas não o encontrei quando procurei em várias livrarias da Colômbia nos setores de gastronomia, hospitalidade, etc. No evento SmartCity Business Latinoamerica nos encontramos e assim consegui o livro que, na verdade, é sobre a sua vida! Muito interessante, passado, presente e os planos para o futuro. É tipo um guia, com 40 capítulos sucintos, dirigidos a:

“aquellos locos que un día decidieron crear su própria empresa, poner en marcha sus empreendimentos, y agora deben mantenerlos a flote…”

Ele nasceu em Medellín e, além de cozinheiro e empresário, é considerado um líder da paz. Em 2006 foi inaugurado o restaurante El Cielo em Medellín, no bairro El Poblado. O restaurante rapidamente tornou-se um ícone na cidade e é considerado pelo Bureau de Medellín um destino obrigatório para os turistas na cidade. Também vem sendo reconhecido por vários anos o Certificado de Excelência do TripAdvisor pela qualidade da oferta gastronômica e pelas experiências multissetoriais que surpreendem ao visitante. O serviço e ambiente também são impecáveis.

Juan Manuel Barrientos. Foto: El Cielo.

Juan Manuel Barrientos. Foto: El Cielo.

Aos 34 anos, Juanma foi convidado como conferencista pelo ex-presidente Barack Obama para participar do World Entrepreneurship Summit, um evento anual que reúne empresários, inovadores, investidores e líderes de todo o mundo, proporcionando encontros de mercado de inovação e fórum de políticas. Ele trabalhou na Espanha e Argentina e tem um ateliê criativo no qual se produzem 300 novas receitas de pratos a cada ano. Aí trabalham vitimas de violência, com a qual conviveu de sua infância até a adolescência. Este é um dos projetos da Fundação El Cielo, que foi criada para difundir a não-violência. Com mais de 12 empreendimentos, entre bares e restaurantes, Juanma acaba de inaugurar um restaurante em Washington e está iniciando a construção de um hotel em El Poblado.

E a degustação?

Espetacular!

Chocolate com as mãos. Foto: TripAdvisor

Chocolate com as mãos. Foto: TripAdvisor

Esta etapa no filme abaixo é muito interessante, nos remete à infância, e o chocolate maravilhoso! As etapas são acompanhadas por espumantes e vinhos diferentes e específicos de locais do planeta. Foram dois aperitivos, duas entradas, três proteínas e duas sobremesas.

As porções são mais consideráveis do que alguns restaurantes de menu degustação e o objetivo sensorial é atingido. E na verdade acabamos comendo muito! Foi excepcional a experiência em El Cielo.

O restaurante tem um design rústico, que lembra as fazendas tradicionais “paisás“. Os elementos decorativos predominantes são a vegetação o couro e a madeira, que acolhem essa experiência única de gastronomia colombiana moderna. Os produtos utilizados são de pequenas propriedades com produtos orgânicos.

E, após esse maravilhoso almoço, ah…esqueci…é necessário fazer reserva pelo telefone. É fácil encontrar no site. No almoço é mais fácil, mas à noite é melhor antecipar-se para não perder a oportunidade.

As “comunas” de Medellín.

A mais famosa é a Comuna 13, que tem por acesso as escadas rolantes. Também porque esse foi o bairro símbolo do narcotráfico e um dos primeiros a serem transformados no período inicial de recuperação social da cidade.

Comuna 13. Fotos: Catraca Livre

Nossa visita foi iniciada com o Metro, cujo bilhete abrange também os metrocables. É super civilizado, para entrar as pessoas ficam na fila, bem organizados e pacientes. Nas “comunas”, que acessamos por meio dos “metrocables”, visitamos hortas comunitárias que ajudam a abastecer muitos pequenos negócios locais. É muito interessante, porque qualquer um pode subir e descer sem medo em todos os espaços públicos.

Clique nas fotos abaixo para ver as próximas.

Hoje em Medellín está bem fora de moda fazer aqueles tours estilo “narco”.

A inovação, arquitetura, cultura, eventos e o povo são a melhor atração turística para manter o turista ocupado por vários dias.

CINCO DIAS NA FLÓRIDA CENTRAL - NO QUINTO DIA VISITAMOS UM JARDIM DE FOGUETES

Este post faz parte de uma série de cinco dias na Flórida, vividos e relatados aqui por nossa colaboradora Victória Bernardes. Para ver o post anterior, clique aqui!

Kennedy Space Center Visitor Complex.

Kennedy Space Center Visitor Complex.

Estava próxima da costa espacial americana, em Cabo Canaveral, a parte costeira oriental do estado da Flórida conhecida assim devido à localização do Centro Espacial Kennedy (Kennedy Space Center) e uma Base da Força Aérea (Cape Canaveral Air Force Station).

A maioria das naves espaciais dos Estados Unidos rumo ao espaço são lançadas dessa região.

Nada mais justo, então, do que conhecer a história do infinito e além! Peguei a estrada Courtenay Pkwy rumo ao Kennedy Space Center Visitor Complex (KSCVC), complexo de visitantes da NASA para aprender e entender um pouco melhor toda a história.

Ao contrário do que pensam, o KSCVC não é um simples parque de diversões e fantasias espaciais. É um museu interativo, com simuladores, apresentações tecnológicas e experiências incríveis que tende a aproximar os cidadãos simples do desenvolvimento da NASA. Enquanto alimenta a imaginação de crianças que podem querer se tornar astronautas, mantém aceso o entusiasmo de veteranos apaixonados pelo universo.

Existem diversos tipos de ingressos para atender aos desejos dos visitantes. Além de uma visita de conhecimento, é possível almoçar e conversar com um astronauta de verdade, experienciar simuladores muito reais e fazer um tour guiado para que nenhum pedacinho do complexo fique faltando. Por via das dúvidas, escolhi o mais completo de todos!

Após passar a catraca do complexo, o que mais me chamou a atenção é o Jardim de Foguetes. Ali estão construções reais e réplicas que marcaram gerações.

Ilustração e mapa do Jardim de Foguetes, preparados e cedidos pelo   Kennedy Space Center Visitor Complex  .

Ilustração e mapa do Jardim de Foguetes, preparados e cedidos pelo Kennedy Space Center Visitor Complex.

JUNO I foi o responsável por lançar o primeiro satélite norte-americano à órbita da terra, o Explorer I, em 31 de janeiro de 1958. Nove meses depois, foi criada oficialmente a Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica , a NASA. JUNO II foi enviado para a Lua em 1959, trazendo fotos atualizadas do satélite natural da terra e estudos sobre objetos espaciais e radiações, cruciais para o desenvolvimento de outras 33 missões lunares. O DELTA, em 1960, lançou o Echo, balão Mylar e permitiu que o primeiro sinal de televisão ao vivo cruzasse o oceano, provocando avanços na comunicação global! O MERCURY-REDSTONE, por sua vez, foi o foguete que levou, apenas em 1961, o chimpanzé Ham e os norte-americanos Alan Shepard e Virgil “Gus” Grissom ao espaço. A réplica do MERCURY-ATLAS, traz a lembrança do lançamento de John Glenn à órbita da Terra em 1962 e o ATLAS-AGENA serviu oito missões do programa Ranger e capturou mais de 11 mil imagens detalhadas da Lua, incluindo close-ups de onde a Apollo 11 acabaria pousando na superfície lunar em 1969. GEMINI-TITAN II era um míssil balístico intercontinental projetado para transportar armas nucleares através do oceano, mas apenas lançou as missões da Gemini em 1965 e 1966. SATURN 1B é o único foguete intacto na história! Lançou o Apollo 7, testou o hardware inicial para as missões Apollo, antes que o foguete Saturno V estivesse disponível e após 1973, lançou três missões à estação espacial Skylab.

Jardim de Foguetes. Foto:   Farewizard.com

Jardim de Foguetes. Foto: Farewizard.com

A novidade está com o DELTA II, previsto para ser inaugurado ainda em 2019, o foguete já detém mais de 150 lançamentos em sua história, tal como os rovers da NASA Spirit e Opportunity, a sonda Phoenix Mars e muitas missões de GPS para a Força Aérea dos Estados Unidos.

Aproveitando a região, decidi entrar na exposição Heroes and Legends featuring the US Astronaut Hall of Fame ® presented by Boeing® que estava ao lado. Através de hologramas, vídeos, atributos 3D e outras tecnologias, o museu enaltece personalidades importantes e missões perigosas a fim de despertar nos visitantes a paixão pela história.

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Fotos: Kennedy Space center Visitor Complex

Fotos: Kennedy Space Center Visitor Complex

O que estava me norteando sobre os pontos a serem visitados era o mapa do complexo, como vocês podem ver ao lado. Segui para o prédio do ônibus espacial Space Shuttle Atlantis, o primeiro ônibus espacial projetado pela NASA. A entrada é suntuosa e entusiasmante! O caminho que até a atração é de repleto de frases inspiradoras nas paredes, ditas por astronautas reais.

Fotos: Victória Bernardes

Fotos: Victória Bernardes

A primeira parada é o vídeo explicativo de tudo que encontramos ali. Nada pode ser filmado, são documentos oficiais do complexo, mas consegui achar o seguinte vídeo para vocês entenderem melhor do que se trata:

O vídeo começa com engenheiros e astronautas reunidos para iniciarem um projeto novo.

“Vamos criar a próxima espaçonave americana. Será lançada como um foguete e pousar como um avião”.

Esta é a fala de um dos personagens do vídeo que, desenrola outras diversas reuniões de planejamento e execução da Space Shuttle Atlantis. É aquele estilo americano de entusiasmar o público, sabem?!

Depois das apresentações, um grande toldo se abre e ali está, o lendário!

Clique nas fotos abaixo para ver as próximas.

Fotos: Victória Bernardes

O ônibus espacial Atlantis recebeu este nome em homenagem ao primeiro navio de pesquisa oceanográfica dos Estados Unidos. O que faz o Atlantis ser memorável e merecer um museu só seu em pleno Kennedy Space Center Visitor Complex foi a necessidade de criar uma nave espacial reciclável, ou seja, que não se perdesse nos lançamentos, como ocorrem com muitos foguetes. O tempo que levou para ele ser concluído em relação ao Columbia (explico sobre ele mais para frente) foi bem menor e seu peso, que é de menos de três toneladas.

Isso porque o material desse ônibus é de sílica e não metal, como as espaçonaves normais. O primeiro voo do Atlantis foi em 3 de outubro de 1985, na missão STS-51-J. Lançou várias sondas e participou na construção da ISS. Depois de 33 missões e 26 anos de trabalhos, foi considerado o primeiro ônibus espacial a se aposentar, no encerramento da missão STS-132, realizada em 8 de julho de 2011. A partir desta data, o grupo de ônibus espaciais foi substituído pelos novos veículos de exploração da NASA: Orion e Ares.

Fique ao lado com um dos lançamentos do Atlantis!

Na área em que o Atlantis é exibido, há uma série de experiências interativas e cheias de tecnologia como fonte de aprendizado. Confira!

Da esquerda para a direita, de baixo para cima: Materiais explicativos da Space Shuttle Atlantis, Simulação da Estação Espacial Internacional, Simuladores e miniatura do ônibus espacial. Fotos: Victória Bernardes.

Tive a oportunidade de entrar no simulador de lançamento de foguete, o Shuttle Launch Experience. Aqui, somos posicionados em pontos no chão, enquanto passam explicações (também em inglês) em um telão. Depois, entramos na nave espacial e começa a simulação de oito minutos e meio! Melhor do que falar é mostrar, né?! Confira no vídeo abaixo!

Ao sair da experiência, somos presenteados por um céu estrelado.

Também localizado dentro da área do Space Shuttle Atlantis está um memorial dos astronautas que perderam suas vidas em nome do programa espacial. Aqui, estava exposto o que sobrou dos ônibus espaciais Challenger e Columbia.

Fotos: Victória Bernardes

Challenger. Foto: Wikipedia.

Challenger. Foto: Wikipedia.

O Challenger foi o segundo ônibus espacial construído pela NASA, depois do Enterprise e antes do Columbia. Finalizado em julho de 1982, foi ao espaço apenas 10 vezes ao longo de 3 anos de operação, se tornando o ônibus com menos missões realizadas. Foi o primeiro acidente no programa com ônibus espaciais. No dia 28 de janeiro de 1986, 73 segundos após o seu lançamento, iniciando a missão STS-51-L, a espaçonave explodiu em pleno ar, matando os 7 astronautas tripulantes do ônibus espacial: o físico Ronald McNair, o piloto Michael Smith, os engenheiros Gregory Jarvis, Ellison Onizuka e Judith Resnik, o comandante da missão Francis Scobee e a professora Christa McAuliffe.

O que sobrou da Challenger. Foto: Victória Bernardes

O que sobrou da Challenger. Foto: Victória Bernardes

Assista acima o lançamento, seguido da explosão, do Challenger.

Columbia na base de lançamento. Foto: Wikipedia

Columbia na base de lançamento. Foto: Wikipedia

No dia 1 de Fevereiro de 2003, os sete astronautas a bordo do Space Shuttle Columbia iniciam os preparativos para regressarem a casa após sucesso da missão no Centro Espacial Lyndon Johnson, localizado em Houston, no Texas, que se encontravam alinhados para o início da reentrada à orbita.

Tudo parecia bem quando o Columbia estava, então, sobre o oceano Pacífico a sudoeste da baía de São Francisco. O ônibus espacial viajava a 21 200 km/h a uma altitude de 63,1 quilômetros sobre a parte norte do estado do Texas. Faltavam 2 250 km, equivalentes a 16 minutos, para tocarem o solo.

Quando o relógio bateu 11 minutos e 21 segundos para a aterrissagem do Columbia, uma série de estrondos é ouvida, similares a trovões. Uma chuva de destroços em chamas começa a cair dos céus e se espalham ao longo de uma faixa com 1 200 km, cobrindo o estado e parte da Louisiana. O Columbia havia se desintegrado e a missão STS-107 tinha terminado. As chamadas via rádio do Centro de Controle foram respondidas apenas com estática, até que oficialmente declarada uma situação de emergência no space shuttle OV-102 Columbia.

Tripulação do Columbia. Foto: Wikipedia.

Tripulação do Columbia. Foto: Wikipedia.

Destroços do Columbia. Foto: Victória Bernardes

Destroços do Columbia. Foto: Victória Bernardes

Estavam a bordo os astronautas David Brown, Rick Husband, Laurel Clark, Kalpana Chawla, Michael Anderson, William C. McCool e Ilan Ramon.

A causa física da perda do Columbia e da sua tripulação foi uma brecha no sistema de proteção térmica da asa esquerda, causado por um pedaço de espuma isolante que se separou do tanque de combustível externo, 81,7 segundos após o lançamento. Depois do acidente, todo o programa espacial norte-americano foi suspenso, mesmo com projetos em andamento, como a construção da Estação Espacial Internacional, cuja finalização estava totalmente dependente dos ônibus espaciais. Apenas em 2005 foi retomado, com o lançamento da nave OV-103 Discovery.

Foram recolhidos 83 mil pedaços do Columbia, correspondentes a 37% da massa total da nave. Entre os destroços, encontravam-se também parte dos restos mortais dos astronautas.

Aqui também estão expostos os pertences dos astronautas.

Toda a aventura estava me deixando com fome e eu tinha um horário marcado com uma astronauta de verdade! No Kennedy Space Center Visitor Complex, por preços adicionais ao da admissão diária, é possível aprender mesmo durante uma refeição!

Almoço com Wendy Lawrence. Foto: Get Your Guide.

Almoço com Wendy Lawrence. Foto: Get Your Guide.

O refeitório fica atrás do prédio Heroes and Legends, então voltei para a entrada do complexo. Estava preparado um buffet e muitas mesas e cadeiras espalhadas pelo local. Me acomodei e esperei a chegada da minha veterana!

Há uma agenda de quais serão os astronautas a falarem com os ali presentes. Na sexta-feira eu conheci a Wendy Lawrence, capitã da Marinha dos Estados Unidos, piloto de helicóptero, engenheira e ex-astronauta da NASA.

Wendy se formou na Academia Naval dos Estados Unidos em 1981, como engenheira oceânica e fez mestrado no MIT em 1988. Em 1982, graduou-se aviadora naval e pilotou helicópteros em missões no Oceano Índico, acumulando mais de 1500 horas em seis tipos diferentes destas aeronaves.

Foi selecionada para a NASA em 1992, sendo admitida no curso de treinamento de astronautas no Centro Espacial Johnson, em Houston, onde foi qualificada como especialista de missão após um ano de treinamento e avaliação. Trabalhando primeiramente em funções técnicas no departamento de astronautas da agência, Wendy foi ao espaço em março de 1995, na missão STS-67 Endeavour, que realizou observações astronômicas a partir do Spacelab.

Depois de seu primeiro voo, foi mandada para a Rússia, onde serviu como diretora de operações da NASA no Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, na Cidade das Estrelas, com a responsabilidade da coordenação e implementação das operações da missão conjunta Mir-NASA, levada a cabo pelos dois países. Ela voou nas missões STS-86 Atlantis, em setembro de 1997, e STS-91 Discovery em junho de 1996, ambas missões do ônibus espacial à estação Mir.

Wendy Lawrence. Foto: Victória Bernardes

Wendy Lawrence. Foto: Victória Bernardes

Seu último voo espacial foi em julho de 2005, na missão STS-114 Discovery, o primeiro voo do programa do ônibus espacial após a tragédia da Columbia em 2003. Nesta missão, em que a tripulação testou novos procedimentos de segurança para a nave, ela ficou encarregada da transferência de equipamentos e suprimentos para a Estação Espacial Internacional e pela operação do braço robótico da estação em construção.

Os principais curiosos durante o almoço eram as crianças – que acaba sendo um dos principais públicos alvo do complexo! Eles perguntavam como era usar o banheiro, lavar o cabelo, tomar banho e até como apertar um parafuso no espaço!

O Bus Tour estava prestes a começar, então eu me apressei para pegá-lo! Trata-se de um passeio guiado aos principais pontos da história da exploração espacial: plataformas e complexos de lançamento, bem como os centros de controle da SpaceX (explico melhor a seguir), Prédio de Construção de Foguetes (Vehicle Assembly Buinding) e Complexo de Lançamento 39.

O passeio dura cerca de 40 minutos. Veja algumas fotos do que é possível conhecer!

O ônibus estaciona em frente ao centro Apollo/Saturn V, onde está exposto o maior foguete já pilotado: o Saturn V. Ele foi responsável pela Programa Apollo, de 1961 a 1962, cujo objetivo era levar o homem à lua. E o fez, em 20 de julho de 1969, com a Apollo 11.

Foguete Saturn V. Foto: Victória Bernardes

Foguete Saturn V. Foto: Victória Bernardes

Para nos introduzir ao Programa Apollo, somos guiados até a Firing Room que, em tradução direta, é algo como sala de “fogo”, onde vivenciamos a contagem regressiva e parece que estamos realmente em baixo do Saturn V durante o lançamento! Assista no vídeo que fiz, ao lado.

O Saturn V tem 91 metros de comprimento e está dividido em três etapas.

Tripulação da Apollo 1: Virgil "Gus" Ivan Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffee. Foto: Wikipedia.

Tripulação da Apollo 1: Virgil "Gus" Ivan Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffee. Foto: Wikipedia.

A Apollo 1 teve um fim trágico, ainda em solo norte-americano. Houve um incêndio, antes mesmo do lançamento, dentro da cabine de comando e levou a vida dos astronautas Virgil "Gus" Ivan Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffee. Neste lançamento, o foguete utilizado foi o Saturn IB.

Após os erros cometidos na primeira missão do programa, nenhuma outra recebeu o nome de Apollo 2 e Apollo 3, pulando diretamente para o Apollo 4 com a nave e o foguete reprojetados. Foi em 9 de novembro o primeiro voo de teste orbital não tripulado do Saturn V.

A Apollo 8, que é a nave exposta no centro, foi a segunda missão tripulada do Projeto. Embora os astronautas Frank Borman, James Lovell e William Anders não tenham pousado no solo lunar, na noite de Natal de 1968, eles foram os primeiros homens a chegar próximos da Lua, enviando inéditas fotos do solo. Eles também foram os primeiros humanos a abandonar a órbita terrestre. Esta missão também foi a primeira a gerar uma transmissão televisiva ao vivo do espaço; enquanto orbitavam a Lua, os três ocupantes da nave se revezaram na leitura dos dez primeiros versículos do livro do Gênesis, enquanto a câmera transmitia a imagem da Terra, em preto e branco. Foi o programa de televisão mais assistido da história!

A próxima missão do Programa foi a Apollo 9 (também tripulada).

Antes que os homens pudessem caminhar na lua, a Apollo 10 foi fundamental, pois deu segurança aos astronautas, cientistas, técnicos e aos diretores da NASA sobre o equipamento desenvolvido e utilizado, permitindo uma maior tranquilidade quanto ao sucesso do objetivo final, a exploração da Lua.

Aqui foi estado o Módulo Lunar em órbita do satélite, chegando a sobrevoar a superfície a 15 km de altura, numa preparação para o voo da missão seguinte a Apollo 11.

Foto: Tom StaffordJohn YoungEugene Cernan, tripulação ao lado da Apollo 10.

O comandante Neil Armstrong e o piloto Buzz Aldrin foram os primeiros homens a pousar na lua, a bordo da nave Apollo 11, em 16 de julho de 1969. Trouxeram 21,5kg de material lunar.

Além destes incríveis monumentos, no centro Apollo/Saturn V é possível conhecer:

  • Astrovan, veículo responsável por levar os astronautas dos quarteis de equipe até as plataformas de lançamento;

  • Launch Umbilical Tower, ou Torre de Lançamento Umbilical que levava os astronautas até o topo do foguete, onde ficava a nave Apollo;

  • Moon Rover, como é chamado o veículo lunar em que possibilitava os astronautas de locomoverem pela lua, foi utilizado na missão Apollo 15;

  • Moon Rock, uma verdadeira pedra lunar trazida pelo astronauta Jack Schmitt na missão Apollo 17;

  • Lunar Theater, apresenta imagens reais, recria eventos e compila depoimentos de veteranos e astronautas que participaram do lançamento e pouso do Apollo 11;

  • Treasure Gallery, assim como o próprio nome sugere, exibe um conjunto de artefatos raros e preciosos do programa, tal como Medalhas, protótipos e equipamentos de treinamento, desde o traje espacial coberto por poeira de lua de Alan Shepard até a cápsula da tripulação da Apollo 14.

O objetivo de explorar a alua foi abandonado em 1972, após o voo da última missão, a Apollo 17. Os motivos foram falta de verba e interesse, tanto do governo, quanto dos próprios cidadãos norte-americanos. Agora, a NASA está focada em colonizar Marte. Como mostro nas duas últimas experiências a seguir.

No caminho de volta ao complexo, podemos conhecer o prédio da SpaceX. É uma empresa do magnata Elon Musk (o mesmo CEO da Tesla Motors, montadora automobilística de carros elétricos e autônomos), criada em 2002 com o objetivo de reduzir os custos de transporte espacial e viabilizar a colonização de Marte. Hoje, os principais lançamentos do Kennedy Space Center são da empresa, em que os foguetes Falcon levam as naves Dragon em voos de serviço e suprimentos ou testes, que é o que aconteceu em 02/03/2019 – a primeira prova para voltar a levar astronautas do solo norte-americano (coisa que não acontece desde 2011).

Mas... porque Marte? De acordo com os pesquisadores, Marte é o planeta que mais se assemelha à Terra. Desde 1969, equipamentos e robôs têm sido enviados ao planeta vermelho para estudar sua atmosfera, seu solo e sua capacidade de tornar-se habitável. Estima-se que há 4,2 bilhões de anos, Marte possuía um campo magnético de proteção, tal como a atmosfera da Terra, que pode ser recriado com tecnologias de ponta, protegendo o planeta dos ventos solares e alterando sua temperatura a fim de derreter o dióxido de carbono e criaria água no estado líquido. Viabilizando, assim, as missões para pesquisas mais aguçadas e, enfim, a colonização do planeta.

Para entender melhor dos passos desse projeto, fui direto para a área Journey to Mars: Explorers Wanted. Trata-se de uma exposição para reacender a chama do interesse a paixão nos entusiastas do espaço para a exploração de Marte. Com muitos recursos tecnológicos, jogos e palestras sobre os projetos atuais da NASA.

Fotos: Kennedy Space Center Visitor Complex

Mas para uma experiência mais efetiva, por US$ 175 a mais no ingresso diário, é possível participar do Astronaut Training Experience (ATX), ou Treinamento de Astronauta. A atividade tem o objetivo de treinar crianças acima de 10 anos, adolescentes e adultos a sobreviverem e realizarem missões em Marte.

Essa atividade não é recomendada para pessoas com problemas nas articulações.

Clique nas fotos abaixo para ver as próximas.

Fotos: Kennedy Space Center Visitor Complex.

São pelo menos cinco horas de atividades, incluindo uniformes reais de “astronautas novatos” que participam de simulações de lançamento e pouso de foguete e nave, locomoção no solo marciano, operações de base, experiências científicas reais e tarefas de engenharia.

Uma das atividades é o Mars Base 1, que exige atividades reais como guiar robôs para limparem os painéis de luz, produção de alimentos bem como plantar, colher e analisá-los.

Mars Base 1 - laboratório de plantas e alimentos. Foto: Kennedy Space Center Visitor Complex

Mars Base 1 - laboratório de plantas e alimentos. Foto: Kennedy Space Center Visitor Complex

Assim foi meu último dia de muito aprendizado na Flórida Central que, mais uma vez, prova que há muito mais do que parques de diversão com ofertas de adrenalina e diversão.

Há passado, presente e futuro.

História, ciência, fauna e flora!

E se eu voltaria?

Milhares de vezes!

Patricia Servilha
CINCO DIAS NA FLÓRIDA CENTRAL - QUARTO DIA!

Este post faz parte de uma série de cinco dias na Flórida, vividos e relatados aqui por nossa colaboradora Victória Bernardes. Para ver o post anterior, clique aqui!

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Com uma oferta incrível de pontos turísticos incomuns na Flórida Central, ficar apenas em uma acomodação não combinava com as escolhas para os próximos dias. Por isso, decidi que era hora do check-out! Carreguei o carro com as malas e parti para a rota que me levaria a um local de contemplação com 90 anos de idade.

Localizado em Lake Wales está o Bok Tower Gardens, um dos maiores jardins dos Estados Unidos projetado em 1929 por Edward Bok, um imigrante chegado aos Estados Unidos de Den Helder, na Holanda, com apenas 6 anos de idade. Esforçou-se para aprender inglês e tornou-se um editor de livros de sucesso e um autor que ganhou um Prêmio Pulitzer. Além disso, é conhecido até hoje por seus feitos humanitários e sua luta pelo paz mundial.

A entrada é bem simples e até desanima, mas acabou concretizando-se na promessa de um destino de contemplação por ser realmente um santuário de paz e belezas naturais. Aqui também tem um museu, com um acervo incrível, o Pinewood Estate e a Torre que Canta.

Começando do início. De onde surgiu a ideia de criar um espaço como Bok Tower Gardens?

Edward Bok tinha em mente que gostaria de projetar um lugar que “tocasse a alma com sua beleza e tranquilidade” e achou a oportunidade perfeita em Iron Mountain ou Montanha de Ferro, um dos pontos mais altos da Flórida próximo ao lago Lake Wales, onde passava a temporada de inverno. Comprou terras e transformou-as em uma extensa paisagem de jardins exuberantes com uma majestosa torre que chamou de Torre que Canta, que preserva um carrilhão de 60 sinos.

Bok Tower Gardens foi entregue ao público norte-americano em 1º de fevereiro de 1929 como um verdadeiro presente holandês e, originalmente, era chamado de Mountain Lake Sanctuary e Torre que Canta.

Logo na segunda entrada, a vibração da propriedade já nos encoraja através de um frase no portal: “make you the world a bit better or more beautiful because you have lived in it” que, em tradução literal diz: faça do mundo um pouco melhor ou mais bonito, porque você vive nele. Foi a mãe de Edward Bok quem disse e norteia até hoje a missão de todos os colaboradores e funcionários do local.

Portal do Bok Tower Gardens. Foto: Victória Bernardes

Portal do Bok Tower Gardens. Foto: Victória Bernardes

Para entender do que se trata o jardim, a Torre que Canta e Pinewood Estate, é necessário ter como ponto de partida o Visitor Center, ou a administração e museu do local. Por ali, podemos assistir a um documentário de 15 minutos que traz para perto dos visitantes a história e os significados do que será encontrado.

Fotos: Victória Bernardes

Pinewood Estate é uma mansão de 20 quartos, construída nos anos 1930 no estilo mediterrâneo e servia de “casa de retiro” do vice-presidente da siderúrgica Bethlehem Steel, Charles Austin Buck. A empresa era dedicada a construção naval e foi a principal entre as mais de 20 corporações do ramo. Todo o mobiliário é preservado desde a construção da propriedade, tal como os jardins.

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Fotos: Visit Central Florida

A Torre que Canta preserva um instrumento musical chamado Carillon. Com pelo menos 23 sinos de bronze precisamente afinados e alinhados em progressão cromática, proporciona arranjo musical ímpar, de sons de cinco ou seis oitavos. Seu peso é tamanho, que faz com que seja um dos maiores instrumentos musicais do mundo e é tocado através de um teclado ligado por fios verticais e horizontais aos sinos, e as teclas são pressionadas pelas mãos e pés do músico.

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Mostrarei mais fotos abaixo!

A Torre que Canta possui pouco mais de 56 metros de altura e foi projetada por Milton B. Medary e elaborada pelo famoso escultor de pedra Lee Lawrie. É toda construída de mármore e possui uma pesada porta de ferro que a separa do mundo real. Hoje, apenas pessoas autorizadas podem entrar, mas podemos ter uma ideia do interior. No andar térreo, há uma pequena sala com lareira, móveis antigos e piso de cerâmica. O que nos leva ao segundo nível é uma escada de ferro ou um elevador elétrico original da marca Otis e, por lá, encontram-se arquivos, documentos, correspondências, planos, fotografias e objetos históricos de Bok Tower Gardens.

O terceiro andar resguarda equipamentos mecânicos e um antigo tanque d’água que servia para irrigar os jardins, e o quarto é utilizado pelas equipes de manutenção quando é necessário trabalhar na infraestrutura da torre. No quinto nível está a Biblioteca Anton Brees Carillon, onde estão muitos livros de Edward Bok e a maior coleção de história e música de carillon do mundo, incluindo o Guia para Carillonneurs (em tradução literal: guia para tocadores de carillon) com Arquivos da América do Norte e a coleção do compositor Ronald Barnes. No sexto andar está um pequeno escritório para gravações dos concertos e um carillon menor para ensaios, e no sétimo está o famoso instrumento musical que origina o nome da Torre, com 60 sinos posicionados nas quatro varandas, o que garante que todo o jardim escute a música, todos os dias, às 13h e 15h. No oitavo nível e último andar estão posicionadas oito estatuetas de garça, também esculpidas em mármore.

Ainda no Visitor Center, há um espaço dedicado a obras de arte itinerantes que retratam arquitetura, plantas, jardins e mais elementos característicos da Flórida.

Depois dessas aulas, era hora da prática!

Logo que saímos dali, é possível encontrar o River of Stone: um caminho de cascalho que apresenta plantas aéreas e que flutuam na água, as Tillandsias, uma espécie que não requer solo e absorve todos os nutrientes do ar e da água.

Foto: Victória Bernardes.

Foto: Victória Bernardes.

Uma guia importantíssima, a diretora de Marketing Erica Smith, acompanhou a visita. Ela contou que, assim que Edward Bok decidiu criar os jardins, contratou o arquiteto paisagista Frederick Law Olmsted Jr. A princípio, a ideia do Sr. Bok era ter apenas flores brancas, para realmente trazer à realidade o significado de paz. Com muito esforço, Olmsted o convenceu de que o jardim seria muito mais famoso se apresentasse a diversidade natural de muitas cores, flores e plantas. Ainda bem! Hoje, podemos ver hectares de samambaias, palmeiras, carvalhos, pinheiros, azáleas, camélia, magnólia e muito mais.

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Fotos: Visit Central Florida e Victoria Bernardes.

E se já não fosse o suficiente, Bok Tower Gardens é lar para mais de 126 espécies diferentes de aves, o que o faz ser parte do Great Florida Birding Trail, coleção de quinhentos locais na Flórida que preservam habitats de pássaros. E, além disso, muitos animais têm os jardins como sua moradia fixa!

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Fotos: Visit Central Florida

A próxima parada foi o Hammock Hollow Children’s Garden, três acres de natureza dedicado a crianças, com brincadeiras que ensinam a importância da preservação e promove conexão entre os animais, as plantas e as pessoas. Por aqui, os pequenos, acompanhados de adultos, vivenciam arte, recursos de refrigeração de água, calçadão, plantações, palco de performances e área de música e podem subir, descer, pular, escavar, construir e criar.

A coisa que mais achei fofa foi o bosque das fadas, onde foram colocadas pequenas casinhas de fadas nas árvores para alimentar a imaginação dos pequenos.

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Depois, segui para o Pollinator Garden, ou jardim polinizador, que oferece um paraíso para abelhas, borboletas, pássaros e insetos que se alimentam de pólen e néctar. Foi aqui que gravei o vídeo abaixo de uma borboletinha fazendo seu trabalho!

Ao lado fica a Kitchen Garden & Outdoor Kitchen. Assim como já sugere o nome, é uma cozinha ao ar livre que dispõe de fogão, forno de pizza a lenha, eletrodomésticos, ótima infraestrutura e mais. O local pode ser alugado para reuniões e datas comemorativas. Uma horta com ervas, vegetais, verduras e um pomar de frutas bem ao lado é para as aulas de culinária oferecidas por aqui.

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Depois de conhecer esses espaços, segui pela trilha de daria direto à Torre que Canta, e onde estão as principais desenvolvimentos de jardins de Bok Tower Gardens. A seguir, especificarei cada um:

Endangered Pland Garden, que dá vista à  Torre que Canta ! Foto: Victória Bernardes

Endangered Pland Garden, que dá vista à Torre que Canta! Foto: Victória Bernardes

Primeiro, a Spring Peak Bloom Season, uma verdadeira explosão de cores visuais durante a primavera é proporcionada por mais de 150 variedades de camélias, centenas de azáleas, orquídeas, íris e outras espécies de flores. Seguindo com Endangered Plant Garden, dedicado à vegetação rara encontrada na Flórida e risco de extinção.

As trilhas são muito íngremes e, enquanto sigo por um caminho de pedras, a Torre que Canta surge de repente. Ela foi projetada para ser exatamente assim: surpreendente! À sua frente está a Reflection Pool, ou piscina de reflexão que, não sei se propositalmente, além de refletir a torre também nos convida a mais uma oportunidade de reflexão. Seja pelos caminhos que me trouxeram até a torre, ou sobre a magnifica natureza retratada e preservada.

Ali vivem muitas espécies aquáticas, bem como carpas que podem ser alimentadas.

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A região da Torre é magnifica. Bem no portão de ferro na cor dourada, está o túmulo de Edward Bok.

O relógio de sol no lado sul da Torre foi posto em prática em 26 de outubro de 1928. O gnômon, que indica o tempo lançando uma sombra no mostrador, é feito com hastes de bronze. As horas são marcadas pelos 12 signos do zodíaco e uma tabela de correção para diferentes períodos do ano está localizada na base do relógio de sol.

Em muitos pontos existem clareiras onde podem ser realizados piqueniques, comemorações e até casamentos. A vista é incrível, então se o momento é especial, com certeza ficará mais ainda com a oportunidade de estar em um local como Bok Tower Gardens.

Fotos: Victória Bernardes e kristenmariephotog.com

É difícil pensar que foi tudo milimetricamente projetado pelo arquiteto paisagista Olmsted. Mas, quando é hora de voltar ao Visitor Center e o caminho é muito mais curto, dá para se ter a sensação.

A última parada foi o The Blue Palmetto Café, um restaurante tão contemplativo quanto qualquer elemento da propriedade. O cardápio era recheado de opções naturais e refrescantes. Fui de Chicken Salad Sandwich, um croissant recheado de frango cremoso, salada e tomate. Saudável!

Me despedi daquele local com um pouco de nostalgia. Durante todo passeio em Bok Tower Gardens, me vi agradecendo àquela natureza todas as oportunidades que estava tendo na Flórida Central, destino esse que eu também me despedia, rumo ao último dia de uma viagem incrível totalmente fora da minha zona de conforto.

Por mais que deveria ter sido a primeira parada, resolvi visitar o Centro de Informações aos Visitantes da Flórida Central para assegurar que nada estava sendo deixado para trás.

Voltei para Davenport e me deparei com uma cabana de madeira muito convidativa. Lá dentro, as paredes eram cobertas de posteres dos pontos turísticos que visitei nos quatro dias e uma área reservado ao Hall da Fama dos Esportes da Flórida Central, esse que, particularmente, chamou minha atenção. Artigos de boxe, basebol, golfe, tênis, corrida, natação, basquete e mais são preservados em homenagens a nomes como Jack Nicklaus, Arnold Palmer, Chris Evert, Frank Shorter, Rowdy Gaines, George Steinbrenner, Curt Gowdy, Otis Birdsong, Rick Barry, Michael Irvin e outros.

Fiz a volta na 101 Adventure Court depois de decidir passar o meu último dia de viagem pela Flórida na Costa Espacial Americana, famosa por inúmeros lançamentos de foguetes memoráveis, como o Apollo II. Avistei um complexo de compras com diversas lojas famosas como Ross, Target, Rue 21 e muito mais e, claro, parei, pois ninguém é de ferro!

CINCO DIAS NA FLÓRIDA CENTRAL - TERCEIRO DIA!

Este post faz parte de uma série de cinco dias na Flórida, vividos e relatados aqui por nossa colaboradora Victória Bernardes. Para ver o post anterior, clique aqui!

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Deixei minha casa de férias em Balmoral para conhecer um pomar em Haines City, o Ridge Island Groves. A propriedade é da família do senhor Archie Ritch há 26 anos e, atualmente, a plantação majoritária é de laranjas - regulares, grapefruits e tangerinas. Um inseto pequeno estava estragando a plantação de blueberries (mirtilos) e morangos, por isso resolveram terceirizar o processo de produção.

Fachada do Ridge Island Groves. Foto:   RV Life on Wheels

Fachada do Ridge Island Groves. Foto: RV Life on Wheels

As laranjas são hand-picked, ou seja, colhidas manualmente, passam por um processo de limpeza e são distribuídas em caixas de acordo com o seu tamanho para entregas nos destinos.

Esse é um dos únicos locais nos Estados Unidos que não foi completamente industrializado e a região número 1 de produção cítrica para todo o país, exceto Alaska, Canadá e Havaí. De acordo com os funcionários do Ridge Island Groves, as laranjas aqui produzidas são consideradas “feias” para irem ao supermercado, por isso são distribuídas para servirem como suco, matéria prima de doces, marmeladas, geleias, mel, etc.

Fotos: Victória Bernardes

O senhor Archie Ritch nos guiou durante toda a visita e, na ocasião, nos contou um pouco de sua infância na fazenda. Antigamente, conta, as crianças ficavam livres pela propriedade com seu próprio canivete para degustar as frutas no intervalo das brincadeiras. Ele me deu uma palhinha de como era, escolheu uma laranja no pé, sacou seu canivete e abriu-a. “You have to squish!”, disse, o que significa que deveria apertar e sugar o caldo. Apesar da aparência verde, estavam bem saborosas e suculentas.

O calor estava rigoroso, por isso fomos direto para a lojinha do Ridge Island Groves conhecer os produtos. Praticamente todos eram artesanais e feitos com as frutas provenientes das colheitas.

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Vídeo institucional da propriedade

Depois de um passeio delicioso no pomar, era hora de conhecer um local que faz parte da rota de parques temáticos de Orlando e que atrai muitas famílias, não só dos Estados Unidos, mas de todo o mundo, para adultos, jovens e crianças se divertirem: LEGOLAND!

Eu recomendo muito para os jovens avós que viajam com os netos!

É divertido, educativo, lúdico e muito seguro!

O parque de diversões é todo pensado para segurança de todos e os brinquedos não são tão radicais. Existem dois tipos de acomodações para quem quer ficar pertinho do parque, o primeiro tipo é a LEGOLAND Florida Resort Beach Retreat.

Aqui os hospedes são acomodados em vilas de casinhas temáticas por dentro e por fora. Podem aproveitar um mini parque aquático e um centro onde são feitas as refeições.

Fotos: Visit Cetral Florida e Victória Bernardes

A segunda acomodação é LEGOLAND Hotel, dentro do parque da Lego mesmo e está logo depois da entrada. Na recepção estão expostos mais de 8 mil personagens Lego, há uma piscina de pecinhas que você pode moldar as pilastras enquanto espera o check-in e uma lojinha com alguns itens da marca. As atividades já começam aqui!

Os andares e os quartos também são temáticos!

Fotos: Victória Bernardes e Visit Central Florida

Chegou a hora da diversão! Seguimos para dentro de Legoland direto para o almoço, no restaurante Fun Town Pizza and Pasta Buffet também tematizado e self-service à vontade de pizza salgada, pizza doce, macarrão e salada! E o preço estava ótimo: USD 14,99 por adulto e USD 6,99 por criança.

A primeira atração de LEGOLAND é a Lego City, a representação de diversos pontos turísticos do mundo construídos em milhares de milhões de pecinhas! Há uma oferta especial com o universo Star Wars e mesmo que eu tente, as imagens e vídeos falam por si.

Praticamente todos as exposições são interativas: ha um botãozinho que a gente aperta e algo ocorre. Veja!

E, como em todos os parques, há muitos brinquedos, montanha-russa, carrosséis, e outras atrações que valem muito a pena experimentar! Entre uma atração ou outra, existem lojinhas de LEGO, para que ninguém esqueça de levar as lembranças de um dia divertidíssimo.

Depois de muita diversão, o jantar foi no Harborside Restaurant, também em Winter Haven. O estabelecimento fica situado na borda do Lake Shipp, ou seja, a vista é incrível! Possui uma plataforma que possibilita os barcos atracarem~. A comida é muito boa, nada difere do estilo americano de servir um salmão grelhado com legumes sauté.

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Fotos: Victória Bernardes, Visit Central FLorida e The Ledger.

Chego ao final desse dia com muita energia gasta. Mesmo com brinquedos leves, em LEGOLAND é possível aproveitar muitas aventuras. E, como a marca é quase milenar, é impossível andar pelo parque sem ter alguns picos de nostalgia.

Mas o descanso já me aguardava no quarto dia.

Patricia Servilha
CINCO DIAS NA FLÓRIDA CENTRAL - SEGUNDO DIA!
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Este post faz parte de uma série de cinco dias na Flórida, vividos e relatados aqui por nossa colaboradora Victória Bernardes. Para ver o post anterior, clique aqui!

Comecei o segundo dia na Flórida com um café da manhã reforçado regado a muffins, frutas e pé na estrada! Segui para o Safari Wilderness, uma propriedade de 260 acres que preserva animais e muita vegetação.

A área fica na cidade de Lakeland e detém muitos exemplares de diversos animais selvagens da Ásia, África e América do Sul. O espaço foi aberto ao público em 2012 e em 2015 foi nomeado um dos “10 Melhores Safaris nos EUA”. O local funciona das 9h às 13h e é necessário agendar o passeio.

Os carros ficam no estacionamento enquanto os visitantes seguem por uma trilha de madeira até um galpão no meio de uma área muito verde. Lá tem um espaço para lanches e, claro, uma lojinha de lembranças do local.

E, como já diz o nome, no Safari Wilderness podemos conhecer de perto muitas espécies durante um passeio em um Ford F550. Nossa guia foi a JJ (jay-jay), muito atenciosa e preocupada com a segurança de todos dentro do caminhão. A regra era clara: “motor ligado, traseiros nos assentos”!

Na primeira parada, já recebemos visitas dos curiosos avestruzes atrás de snacks, os lanchinhos que JJ trouxe em baldes. Os animais são perigosos, por isso que à medida em que se aproximavam, tínhamos que colocar os braços para dentro e apenas a guia era autorizada a alimentá-los. Curiosidade: as fêmeas têm sempre penugem cinza e os machos, preta.

Logo chegaram as lhamas, famosas cuspidoras. JJ explicou a importância de tê-las pela propriedade, pois são muito cuidadosas com filhotes e sempre tomam conta daqueles perdidos ou rejeitados.

Ainda no início do passeio era possível visualizar uma ilha com um viveiro de lêmures. Eles estavam afastados pois não gostam de ser incomodados por outros animais.

Os lêmures são tão primatas quanto nós, humanos! Todas a espécies são provenientes da ilha de Madagascar, no continente africano, inclusive os encontrados em Safari Wilderness: cauda-anelada e colarinho-marrom.

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Não se sabe ao certo como os animais chegaram ao Safari Wilderness, mas foi graças ao apaixonado por vida selvagem Lex Salisbury. Com mais de 35 anos de experiência com zoológicos na Inglaterra, na Austrália e nos Estados Unidos, Salisbury decidiu abrir a reserva depois de se frustrar com o sistema e espaços limitados de seus antigos trabalhos.

O passeio dura normalmente 3h. Confira a seguir as fotos da vida selvagem que se pode encontrar por lá!

Fotos: Victória Bernardes
Antílopes

Antílopes

Búfalos D’Água - alimentamos essas fêmeas simpaticíssimas que comem os snacks e vão embora!

Búfalos D’Água - alimentamos essas fêmeas simpaticíssimas que comem os snacks e vão embora!

Existem dois rebanhos de zebras na propriedade, e uma curiosidade importante é que praticamente todas estavam “grávidas” e já havia um “berçário” com recém-nascidas!

Mini-gado com boizinhos e vaquinhas em tamanho de bolso!

Mini-gado com boizinhos e vaquinhas em tamanho de bolso!

Os Watusis africanos são de uma espécie de rebanho, como as dos bois e das vacas, que é muito popular nos Estados Unidos

Javalis selvagens

Javalis selvagens

De volta à propriedade, é possível alimentar outros lêmures que vivem por ali. E também pude encontrar algumas figurinhas interessantes, como porquinhos-da-índia, tartaruga e um coelho. É realmente um passeio cheio de fofuras!

Alimentar os lêmures é uma atividade extra, que pode ser paga a parte. Foto:   Visit Central Florida  .

Alimentar os lêmures é uma atividade extra, que pode ser paga a parte. Foto: Visit Central Florida.

E a aventura não parou por aqui. Também é possível fazer o Safari Wilderness em cima de camelos e dromedários! Não o fiz, mas consegui alimentá-los e me encantar com o tamanho dos bichos.

A outra opção de safari é fazer todo o trajeto de camelo. Foto: Visit Central Florida.

A outra opção de safari é fazer todo o trajeto de camelo. Foto: Visit Central Florida.

Em momento oportuno, chegou o nosso almoço! Uma caixinha da rede Jimmy John’s com lanche de peito de peru, um cookies enorme e batatinhas chips acompanhadas por água ou refrigerante. Bem ao estilo americano: calórico!

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Preparados para a segunda parte do passeio? Pois eu estava muito! Assim que deixamos o Safari Wilderness, o destino foi o Westgate River Ranch Resort & Rodeo, em Haines City, uma hora e meia do Aeroporto Internacional de Orlando. Trata-se de uma estadia temática que preserva a memória dos primeiros caubóis dos Estados Unidos, inclusive com características dos nativos americanos. Você já vai entender!

Entrada da propriedade. Foto: Visit Central Florida.

Entrada da propriedade. Foto: Visit Central Florida.

A estadia do Westgate River Ranch é muito peculiar, um verdadeiro acampamento, mas com tendas de outro nível! Bem equipadas, são preparadas para o conforto: possuem ar condicionado e muitas vezes até frigobar e microondas. Estão localizadas em clareiras, onde podem ser feitos churrascos, fogueiras ou apenas reuniões ao ar livre. São três modalidades de estadia, a primeira é mais simples e o banheiro é comum. É possível contratar serviço de refeições.

Poucos sabem que a Flórida foi o berço dos primeiros caubóis norte-americanos: os Índios Seminole, os colonizadores espanhóis e os colonos estadunidenses já eram conhecidos como “Crackers” que agrupavam rebanhos no Estado. Clique em cada foto para ver as cabanas.

E para deixar tudo mais real, de acordo com Lori King, gerente de vendas do Westgate River Ranch, são contratados descendentes de nativos americanos para a construção de algumas tendas. Como é o caso das Takoda Village, um espaço super-luxo onde as cabanas tem o design das vivendas dos índios. E, cá entre nós, é muito legal!

Clique nas fotos abaixo:

A outra modalidade já nos remete aos chalés que temos em alguns resorts no Brasil, cabanas de madeira e equipadas ao mesmo nível.

Clique nas fotos abaixo:

Fotos: Visit Central Florida.

Por enquanto, a maioria dos hóspedes são americanos do sul da Flórida e ficam até dois dias na região, mas Westgate River Ranch é a acomodação obrigatória para os apaixonados de bang-bang de todo o mundo.

Agora é hora de falar sobre as atividades! Para passarem o tempo durante a estadia, o pessoal pode assistir um rodeio, brincar de tiro-ao alvo (com espingardas reais!), montar touro mecânico, passear a cavalo, saltar de tirolesa e, entre outras atividades, navegar de aerobarco pelo famoso Lago Kissimmee - essa experiência radical eu conto a seguir!

Clique nas fotos abaixo: