CINCO DIAS NA FLÓRIDA CENTRAL - NO QUINTO DIA VISITAMOS UM JARDIM DE FOGUETES

Este post faz parte de uma série de cinco dias na Flórida, vividos e relatados aqui por nossa colaboradora Victória Bernardes. Para ver o post anterior, clique aqui!

Kennedy Space Center Visitor Complex.

Kennedy Space Center Visitor Complex.

Estava próxima da costa espacial americana, em Cabo Canaveral, a parte costeira oriental do estado da Flórida conhecida assim devido à localização do Centro Espacial Kennedy (Kennedy Space Center) e uma Base da Força Aérea (Cape Canaveral Air Force Station).

A maioria das naves espaciais dos Estados Unidos rumo ao espaço são lançadas dessa região.

Nada mais justo, então, do que conhecer a história do infinito e além! Peguei a estrada Courtenay Pkwy rumo ao Kennedy Space Center Visitor Complex (KSCVC), complexo de visitantes da NASA para aprender e entender um pouco melhor toda a história.

Ao contrário do que pensam, o KSCVC não é um simples parque de diversões e fantasias espaciais. É um museu interativo, com simuladores, apresentações tecnológicas e experiências incríveis que tende a aproximar os cidadãos simples do desenvolvimento da NASA. Enquanto alimenta a imaginação de crianças que podem querer se tornar astronautas, mantém aceso o entusiasmo de veteranos apaixonados pelo universo.

Existem diversos tipos de ingressos para atender aos desejos dos visitantes. Além de uma visita de conhecimento, é possível almoçar e conversar com um astronauta de verdade, experienciar simuladores muito reais e fazer um tour guiado para que nenhum pedacinho do complexo fique faltando. Por via das dúvidas, escolhi o mais completo de todos!

Após passar a catraca do complexo, o que mais me chamou a atenção é o Jardim de Foguetes. Ali estão construções reais e réplicas que marcaram gerações.

Ilustração e mapa do Jardim de Foguetes, preparados e cedidos pelo   Kennedy Space Center Visitor Complex  .

Ilustração e mapa do Jardim de Foguetes, preparados e cedidos pelo Kennedy Space Center Visitor Complex.

JUNO I foi o responsável por lançar o primeiro satélite norte-americano à órbita da terra, o Explorer I, em 31 de janeiro de 1958. Nove meses depois, foi criada oficialmente a Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica , a NASA. JUNO II foi enviado para a Lua em 1959, trazendo fotos atualizadas do satélite natural da terra e estudos sobre objetos espaciais e radiações, cruciais para o desenvolvimento de outras 33 missões lunares. O DELTA, em 1960, lançou o Echo, balão Mylar e permitiu que o primeiro sinal de televisão ao vivo cruzasse o oceano, provocando avanços na comunicação global! O MERCURY-REDSTONE, por sua vez, foi o foguete que levou, apenas em 1961, o chimpanzé Ham e os norte-americanos Alan Shepard e Virgil “Gus” Grissom ao espaço. A réplica do MERCURY-ATLAS, traz a lembrança do lançamento de John Glenn à órbita da Terra em 1962 e o ATLAS-AGENA serviu oito missões do programa Ranger e capturou mais de 11 mil imagens detalhadas da Lua, incluindo close-ups de onde a Apollo 11 acabaria pousando na superfície lunar em 1969. GEMINI-TITAN II era um míssil balístico intercontinental projetado para transportar armas nucleares através do oceano, mas apenas lançou as missões da Gemini em 1965 e 1966. SATURN 1B é o único foguete intacto na história! Lançou o Apollo 7, testou o hardware inicial para as missões Apollo, antes que o foguete Saturno V estivesse disponível e após 1973, lançou três missões à estação espacial Skylab.

Jardim de Foguetes. Foto:   Farewizard.com

Jardim de Foguetes. Foto: Farewizard.com

A novidade está com o DELTA II, previsto para ser inaugurado ainda em 2019, o foguete já detém mais de 150 lançamentos em sua história, tal como os rovers da NASA Spirit e Opportunity, a sonda Phoenix Mars e muitas missões de GPS para a Força Aérea dos Estados Unidos.

Aproveitando a região, decidi entrar na exposição Heroes and Legends featuring the US Astronaut Hall of Fame ® presented by Boeing® que estava ao lado. Através de hologramas, vídeos, atributos 3D e outras tecnologias, o museu enaltece personalidades importantes e missões perigosas a fim de despertar nos visitantes a paixão pela história.

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Fotos: Kennedy Space center Visitor Complex

Fotos: Kennedy Space Center Visitor Complex

O que estava me norteando sobre os pontos a serem visitados era o mapa do complexo, como vocês podem ver ao lado. Segui para o prédio do ônibus espacial Space Shuttle Atlantis, o primeiro ônibus espacial projetado pela NASA. A entrada é suntuosa e entusiasmante! O caminho que até a atração é de repleto de frases inspiradoras nas paredes, ditas por astronautas reais.

Fotos: Victória Bernardes

Fotos: Victória Bernardes

A primeira parada é o vídeo explicativo de tudo que encontramos ali. Nada pode ser filmado, são documentos oficiais do complexo, mas consegui achar o seguinte vídeo para vocês entenderem melhor do que se trata:

O vídeo começa com engenheiros e astronautas reunidos para iniciarem um projeto novo.

“Vamos criar a próxima espaçonave americana. Será lançada como um foguete e pousar como um avião”.

Esta é a fala de um dos personagens do vídeo que, desenrola outras diversas reuniões de planejamento e execução da Space Shuttle Atlantis. É aquele estilo americano de entusiasmar o público, sabem?!

Depois das apresentações, um grande toldo se abre e ali está, o lendário!

Clique nas fotos abaixo para ver as próximas.

Fotos: Victória Bernardes

O ônibus espacial Atlantis recebeu este nome em homenagem ao primeiro navio de pesquisa oceanográfica dos Estados Unidos. O que faz o Atlantis ser memorável e merecer um museu só seu em pleno Kennedy Space Center Visitor Complex foi a necessidade de criar uma nave espacial reciclável, ou seja, que não se perdesse nos lançamentos, como ocorrem com muitos foguetes. O tempo que levou para ele ser concluído em relação ao Columbia (explico sobre ele mais para frente) foi bem menor e seu peso, que é de menos de três toneladas.

Isso porque o material desse ônibus é de sílica e não metal, como as espaçonaves normais. O primeiro voo do Atlantis foi em 3 de outubro de 1985, na missão STS-51-J. Lançou várias sondas e participou na construção da ISS. Depois de 33 missões e 26 anos de trabalhos, foi considerado o primeiro ônibus espacial a se aposentar, no encerramento da missão STS-132, realizada em 8 de julho de 2011. A partir desta data, o grupo de ônibus espaciais foi substituído pelos novos veículos de exploração da NASA: Orion e Ares.

Fique ao lado com um dos lançamentos do Atlantis!

Na área em que o Atlantis é exibido, há uma série de experiências interativas e cheias de tecnologia como fonte de aprendizado. Confira!

Da esquerda para a direita, de baixo para cima: Materiais explicativos da Space Shuttle Atlantis, Simulação da Estação Espacial Internacional, Simuladores e miniatura do ônibus espacial. Fotos: Victória Bernardes.

Tive a oportunidade de entrar no simulador de lançamento de foguete, o Shuttle Launch Experience. Aqui, somos posicionados em pontos no chão, enquanto passam explicações (também em inglês) em um telão. Depois, entramos na nave espacial e começa a simulação de oito minutos e meio! Melhor do que falar é mostrar, né?! Confira no vídeo abaixo!

Ao sair da experiência, somos presenteados por um céu estrelado.

Também localizado dentro da área do Space Shuttle Atlantis está um memorial dos astronautas que perderam suas vidas em nome do programa espacial. Aqui, estava exposto o que sobrou dos ônibus espaciais Challenger e Columbia.

Fotos: Victória Bernardes

Challenger. Foto: Wikipedia.

Challenger. Foto: Wikipedia.

O Challenger foi o segundo ônibus espacial construído pela NASA, depois do Enterprise e antes do Columbia. Finalizado em julho de 1982, foi ao espaço apenas 10 vezes ao longo de 3 anos de operação, se tornando o ônibus com menos missões realizadas. Foi o primeiro acidente no programa com ônibus espaciais. No dia 28 de janeiro de 1986, 73 segundos após o seu lançamento, iniciando a missão STS-51-L, a espaçonave explodiu em pleno ar, matando os 7 astronautas tripulantes do ônibus espacial: o físico Ronald McNair, o piloto Michael Smith, os engenheiros Gregory Jarvis, Ellison Onizuka e Judith Resnik, o comandante da missão Francis Scobee e a professora Christa McAuliffe.

O que sobrou da Challenger. Foto: Victória Bernardes

O que sobrou da Challenger. Foto: Victória Bernardes

Assista acima o lançamento, seguido da explosão, do Challenger.

Columbia na base de lançamento. Foto: Wikipedia

Columbia na base de lançamento. Foto: Wikipedia

No dia 1 de Fevereiro de 2003, os sete astronautas a bordo do Space Shuttle Columbia iniciam os preparativos para regressarem a casa após sucesso da missão no Centro Espacial Lyndon Johnson, localizado em Houston, no Texas, que se encontravam alinhados para o início da reentrada à orbita.

Tudo parecia bem quando o Columbia estava, então, sobre o oceano Pacífico a sudoeste da baía de São Francisco. O ônibus espacial viajava a 21 200 km/h a uma altitude de 63,1 quilômetros sobre a parte norte do estado do Texas. Faltavam 2 250 km, equivalentes a 16 minutos, para tocarem o solo.

Quando o relógio bateu 11 minutos e 21 segundos para a aterrissagem do Columbia, uma série de estrondos é ouvida, similares a trovões. Uma chuva de destroços em chamas começa a cair dos céus e se espalham ao longo de uma faixa com 1 200 km, cobrindo o estado e parte da Louisiana. O Columbia havia se desintegrado e a missão STS-107 tinha terminado. As chamadas via rádio do Centro de Controle foram respondidas apenas com estática, até que oficialmente declarada uma situação de emergência no space shuttle OV-102 Columbia.

Tripulação do Columbia. Foto: Wikipedia.

Tripulação do Columbia. Foto: Wikipedia.

Destroços do Columbia. Foto: Victória Bernardes

Destroços do Columbia. Foto: Victória Bernardes

Estavam a bordo os astronautas David Brown, Rick Husband, Laurel Clark, Kalpana Chawla, Michael Anderson, William C. McCool e Ilan Ramon.

A causa física da perda do Columbia e da sua tripulação foi uma brecha no sistema de proteção térmica da asa esquerda, causado por um pedaço de espuma isolante que se separou do tanque de combustível externo, 81,7 segundos após o lançamento. Depois do acidente, todo o programa espacial norte-americano foi suspenso, mesmo com projetos em andamento, como a construção da Estação Espacial Internacional, cuja finalização estava totalmente dependente dos ônibus espaciais. Apenas em 2005 foi retomado, com o lançamento da nave OV-103 Discovery.

Foram recolhidos 83 mil pedaços do Columbia, correspondentes a 37% da massa total da nave. Entre os destroços, encontravam-se também parte dos restos mortais dos astronautas.

Aqui também estão expostos os pertences dos astronautas.

Toda a aventura estava me deixando com fome e eu tinha um horário marcado com uma astronauta de verdade! No Kennedy Space Center Visitor Complex, por preços adicionais ao da admissão diária, é possível aprender mesmo durante uma refeição!

Almoço com Wendy Lawrence. Foto: Get Your Guide.

Almoço com Wendy Lawrence. Foto: Get Your Guide.

O refeitório fica atrás do prédio Heroes and Legends, então voltei para a entrada do complexo. Estava preparado um buffet e muitas mesas e cadeiras espalhadas pelo local. Me acomodei e esperei a chegada da minha veterana!

Há uma agenda de quais serão os astronautas a falarem com os ali presentes. Na sexta-feira eu conheci a Wendy Lawrence, capitã da Marinha dos Estados Unidos, piloto de helicóptero, engenheira e ex-astronauta da NASA.

Wendy se formou na Academia Naval dos Estados Unidos em 1981, como engenheira oceânica e fez mestrado no MIT em 1988. Em 1982, graduou-se aviadora naval e pilotou helicópteros em missões no Oceano Índico, acumulando mais de 1500 horas em seis tipos diferentes destas aeronaves.

Foi selecionada para a NASA em 1992, sendo admitida no curso de treinamento de astronautas no Centro Espacial Johnson, em Houston, onde foi qualificada como especialista de missão após um ano de treinamento e avaliação. Trabalhando primeiramente em funções técnicas no departamento de astronautas da agência, Wendy foi ao espaço em março de 1995, na missão STS-67 Endeavour, que realizou observações astronômicas a partir do Spacelab.

Depois de seu primeiro voo, foi mandada para a Rússia, onde serviu como diretora de operações da NASA no Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, na Cidade das Estrelas, com a responsabilidade da coordenação e implementação das operações da missão conjunta Mir-NASA, levada a cabo pelos dois países. Ela voou nas missões STS-86 Atlantis, em setembro de 1997, e STS-91 Discovery em junho de 1996, ambas missões do ônibus espacial à estação Mir.

Wendy Lawrence. Foto: Victória Bernardes

Wendy Lawrence. Foto: Victória Bernardes

Seu último voo espacial foi em julho de 2005, na missão STS-114 Discovery, o primeiro voo do programa do ônibus espacial após a tragédia da Columbia em 2003. Nesta missão, em que a tripulação testou novos procedimentos de segurança para a nave, ela ficou encarregada da transferência de equipamentos e suprimentos para a Estação Espacial Internacional e pela operação do braço robótico da estação em construção.

Os principais curiosos durante o almoço eram as crianças – que acaba sendo um dos principais públicos alvo do complexo! Eles perguntavam como era usar o banheiro, lavar o cabelo, tomar banho e até como apertar um parafuso no espaço!

O Bus Tour estava prestes a começar, então eu me apressei para pegá-lo! Trata-se de um passeio guiado aos principais pontos da história da exploração espacial: plataformas e complexos de lançamento, bem como os centros de controle da SpaceX (explico melhor a seguir), Prédio de Construção de Foguetes (Vehicle Assembly Buinding) e Complexo de Lançamento 39.

O passeio dura cerca de 40 minutos. Veja algumas fotos do que é possível conhecer!

O ônibus estaciona em frente ao centro Apollo/Saturn V, onde está exposto o maior foguete já pilotado: o Saturn V. Ele foi responsável pela Programa Apollo, de 1961 a 1962, cujo objetivo era levar o homem à lua. E o fez, em 20 de julho de 1969, com a Apollo 11.

Foguete Saturn V. Foto: Victória Bernardes

Foguete Saturn V. Foto: Victória Bernardes

Para nos introduzir ao Programa Apollo, somos guiados até a Firing Room que, em tradução direta, é algo como sala de “fogo”, onde vivenciamos a contagem regressiva e parece que estamos realmente em baixo do Saturn V durante o lançamento! Assista no vídeo que fiz, ao lado.

O Saturn V tem 91 metros de comprimento e está dividido em três etapas.

Tripulação da Apollo 1: Virgil "Gus" Ivan Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffee. Foto: Wikipedia.

Tripulação da Apollo 1: Virgil "Gus" Ivan Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffee. Foto: Wikipedia.

A Apollo 1 teve um fim trágico, ainda em solo norte-americano. Houve um incêndio, antes mesmo do lançamento, dentro da cabine de comando e levou a vida dos astronautas Virgil "Gus" Ivan Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffee. Neste lançamento, o foguete utilizado foi o Saturn IB.

Após os erros cometidos na primeira missão do programa, nenhuma outra recebeu o nome de Apollo 2 e Apollo 3, pulando diretamente para o Apollo 4 com a nave e o foguete reprojetados. Foi em 9 de novembro o primeiro voo de teste orbital não tripulado do Saturn V.

A Apollo 8, que é a nave exposta no centro, foi a segunda missão tripulada do Projeto. Embora os astronautas Frank Borman, James Lovell e William Anders não tenham pousado no solo lunar, na noite de Natal de 1968, eles foram os primeiros homens a chegar próximos da Lua, enviando inéditas fotos do solo. Eles também foram os primeiros humanos a abandonar a órbita terrestre. Esta missão também foi a primeira a gerar uma transmissão televisiva ao vivo do espaço; enquanto orbitavam a Lua, os três ocupantes da nave se revezaram na leitura dos dez primeiros versículos do livro do Gênesis, enquanto a câmera transmitia a imagem da Terra, em preto e branco. Foi o programa de televisão mais assistido da história!

A próxima missão do Programa foi a Apollo 9 (também tripulada).

Antes que os homens pudessem caminhar na lua, a Apollo 10 foi fundamental, pois deu segurança aos astronautas, cientistas, técnicos e aos diretores da NASA sobre o equipamento desenvolvido e utilizado, permitindo uma maior tranquilidade quanto ao sucesso do objetivo final, a exploração da Lua.

Aqui foi estado o Módulo Lunar em órbita do satélite, chegando a sobrevoar a superfície a 15 km de altura, numa preparação para o voo da missão seguinte a Apollo 11.

Foto: Tom StaffordJohn YoungEugene Cernan, tripulação ao lado da Apollo 10.

O comandante Neil Armstrong e o piloto Buzz Aldrin foram os primeiros homens a pousar na lua, a bordo da nave Apollo 11, em 16 de julho de 1969. Trouxeram 21,5kg de material lunar.

Além destes incríveis monumentos, no centro Apollo/Saturn V é possível conhecer:

  • Astrovan, veículo responsável por levar os astronautas dos quarteis de equipe até as plataformas de lançamento;

  • Launch Umbilical Tower, ou Torre de Lançamento Umbilical que levava os astronautas até o topo do foguete, onde ficava a nave Apollo;

  • Moon Rover, como é chamado o veículo lunar em que possibilitava os astronautas de locomoverem pela lua, foi utilizado na missão Apollo 15;

  • Moon Rock, uma verdadeira pedra lunar trazida pelo astronauta Jack Schmitt na missão Apollo 17;

  • Lunar Theater, apresenta imagens reais, recria eventos e compila depoimentos de veteranos e astronautas que participaram do lançamento e pouso do Apollo 11;

  • Treasure Gallery, assim como o próprio nome sugere, exibe um conjunto de artefatos raros e preciosos do programa, tal como Medalhas, protótipos e equipamentos de treinamento, desde o traje espacial coberto por poeira de lua de Alan Shepard até a cápsula da tripulação da Apollo 14.

O objetivo de explorar a alua foi abandonado em 1972, após o voo da última missão, a Apollo 17. Os motivos foram falta de verba e interesse, tanto do governo, quanto dos próprios cidadãos norte-americanos. Agora, a NASA está focada em colonizar Marte. Como mostro nas duas últimas experiências a seguir.

No caminho de volta ao complexo, podemos conhecer o prédio da SpaceX. É uma empresa do magnata Elon Musk (o mesmo CEO da Tesla Motors, montadora automobilística de carros elétricos e autônomos), criada em 2002 com o objetivo de reduzir os custos de transporte espacial e viabilizar a colonização de Marte. Hoje, os principais lançamentos do Kennedy Space Center são da empresa, em que os foguetes Falcon levam as naves Dragon em voos de serviço e suprimentos ou testes, que é o que aconteceu em 02/03/2019 – a primeira prova para voltar a levar astronautas do solo norte-americano (coisa que não acontece desde 2011).

Mas... porque Marte? De acordo com os pesquisadores, Marte é o planeta que mais se assemelha à Terra. Desde 1969, equipamentos e robôs têm sido enviados ao planeta vermelho para estudar sua atmosfera, seu solo e sua capacidade de tornar-se habitável. Estima-se que há 4,2 bilhões de anos, Marte possuía um campo magnético de proteção, tal como a atmosfera da Terra, que pode ser recriado com tecnologias de ponta, protegendo o planeta dos ventos solares e alterando sua temperatura a fim de derreter o dióxido de carbono e criaria água no estado líquido. Viabilizando, assim, as missões para pesquisas mais aguçadas e, enfim, a colonização do planeta.

Para entender melhor dos passos desse projeto, fui direto para a área Journey to Mars: Explorers Wanted. Trata-se de uma exposição para reacender a chama do interesse a paixão nos entusiastas do espaço para a exploração de Marte. Com muitos recursos tecnológicos, jogos e palestras sobre os projetos atuais da NASA.

Fotos: Kennedy Space Center Visitor Complex

Mas para uma experiência mais efetiva, por US$ 175 a mais no ingresso diário, é possível participar do Astronaut Training Experience (ATX), ou Treinamento de Astronauta. A atividade tem o objetivo de treinar crianças acima de 10 anos, adolescentes e adultos a sobreviverem e realizarem missões em Marte.

Essa atividade não é recomendada para pessoas com problemas nas articulações.

Clique nas fotos abaixo para ver as próximas.

Fotos: Kennedy Space Center Visitor Complex.

São pelo menos cinco horas de atividades, incluindo uniformes reais de “astronautas novatos” que participam de simulações de lançamento e pouso de foguete e nave, locomoção no solo marciano, operações de base, experiências científicas reais e tarefas de engenharia.

Uma das atividades é o Mars Base 1, que exige atividades reais como guiar robôs para limparem os painéis de luz, produção de alimentos bem como plantar, colher e analisá-los.

Mars Base 1 - laboratório de plantas e alimentos. Foto: Kennedy Space Center Visitor Complex

Mars Base 1 - laboratório de plantas e alimentos. Foto: Kennedy Space Center Visitor Complex

Assim foi meu último dia de muito aprendizado na Flórida Central que, mais uma vez, prova que há muito mais do que parques de diversão com ofertas de adrenalina e diversão.

Há passado, presente e futuro.

História, ciência, fauna e flora!

E se eu voltaria?

Milhares de vezes!

Patricia Servilha
CINCO DIAS NA FLÓRIDA CENTRAL - QUARTO DIA!

Este post faz parte de uma série de cinco dias na Flórida, vividos e relatados aqui por nossa colaboradora Victória Bernardes. Para ver o post anterior, clique aqui!

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Com uma oferta incrível de pontos turísticos incomuns na Flórida Central, ficar apenas em uma acomodação não combinava com as escolhas para os próximos dias. Por isso, decidi que era hora do check-out! Carreguei o carro com as malas e parti para a rota que me levaria a um local de contemplação com 90 anos de idade.

Localizado em Lake Wales está o Bok Tower Gardens, um dos maiores jardins dos Estados Unidos projetado em 1929 por Edward Bok, um imigrante chegado aos Estados Unidos de Den Helder, na Holanda, com apenas 6 anos de idade. Esforçou-se para aprender inglês e tornou-se um editor de livros de sucesso e um autor que ganhou um Prêmio Pulitzer. Além disso, é conhecido até hoje por seus feitos humanitários e sua luta pelo paz mundial.

A entrada é bem simples e até desanima, mas acabou concretizando-se na promessa de um destino de contemplação por ser realmente um santuário de paz e belezas naturais. Aqui também tem um museu, com um acervo incrível, o Pinewood Estate e a Torre que Canta.

Começando do início. De onde surgiu a ideia de criar um espaço como Bok Tower Gardens?

Edward Bok tinha em mente que gostaria de projetar um lugar que “tocasse a alma com sua beleza e tranquilidade” e achou a oportunidade perfeita em Iron Mountain ou Montanha de Ferro, um dos pontos mais altos da Flórida próximo ao lago Lake Wales, onde passava a temporada de inverno. Comprou terras e transformou-as em uma extensa paisagem de jardins exuberantes com uma majestosa torre que chamou de Torre que Canta, que preserva um carrilhão de 60 sinos.

Bok Tower Gardens foi entregue ao público norte-americano em 1º de fevereiro de 1929 como um verdadeiro presente holandês e, originalmente, era chamado de Mountain Lake Sanctuary e Torre que Canta.

Logo na segunda entrada, a vibração da propriedade já nos encoraja através de um frase no portal: “make you the world a bit better or more beautiful because you have lived in it” que, em tradução literal diz: faça do mundo um pouco melhor ou mais bonito, porque você vive nele. Foi a mãe de Edward Bok quem disse e norteia até hoje a missão de todos os colaboradores e funcionários do local.

Portal do Bok Tower Gardens. Foto: Victória Bernardes

Portal do Bok Tower Gardens. Foto: Victória Bernardes

Para entender do que se trata o jardim, a Torre que Canta e Pinewood Estate, é necessário ter como ponto de partida o Visitor Center, ou a administração e museu do local. Por ali, podemos assistir a um documentário de 15 minutos que traz para perto dos visitantes a história e os significados do que será encontrado.

Fotos: Victória Bernardes

Pinewood Estate é uma mansão de 20 quartos, construída nos anos 1930 no estilo mediterrâneo e servia de “casa de retiro” do vice-presidente da siderúrgica Bethlehem Steel, Charles Austin Buck. A empresa era dedicada a construção naval e foi a principal entre as mais de 20 corporações do ramo. Todo o mobiliário é preservado desde a construção da propriedade, tal como os jardins.

Clique nas imagens abaixo pata ver as próximas.

Fotos: Visit Central Florida

A Torre que Canta preserva um instrumento musical chamado Carillon. Com pelo menos 23 sinos de bronze precisamente afinados e alinhados em progressão cromática, proporciona arranjo musical ímpar, de sons de cinco ou seis oitavos. Seu peso é tamanho, que faz com que seja um dos maiores instrumentos musicais do mundo e é tocado através de um teclado ligado por fios verticais e horizontais aos sinos, e as teclas são pressionadas pelas mãos e pés do músico.

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Mostrarei mais fotos abaixo!

A Torre que Canta possui pouco mais de 56 metros de altura e foi projetada por Milton B. Medary e elaborada pelo famoso escultor de pedra Lee Lawrie. É toda construída de mármore e possui uma pesada porta de ferro que a separa do mundo real. Hoje, apenas pessoas autorizadas podem entrar, mas podemos ter uma ideia do interior. No andar térreo, há uma pequena sala com lareira, móveis antigos e piso de cerâmica. O que nos leva ao segundo nível é uma escada de ferro ou um elevador elétrico original da marca Otis e, por lá, encontram-se arquivos, documentos, correspondências, planos, fotografias e objetos históricos de Bok Tower Gardens.

O terceiro andar resguarda equipamentos mecânicos e um antigo tanque d’água que servia para irrigar os jardins, e o quarto é utilizado pelas equipes de manutenção quando é necessário trabalhar na infraestrutura da torre. No quinto nível está a Biblioteca Anton Brees Carillon, onde estão muitos livros de Edward Bok e a maior coleção de história e música de carillon do mundo, incluindo o Guia para Carillonneurs (em tradução literal: guia para tocadores de carillon) com Arquivos da América do Norte e a coleção do compositor Ronald Barnes. No sexto andar está um pequeno escritório para gravações dos concertos e um carillon menor para ensaios, e no sétimo está o famoso instrumento musical que origina o nome da Torre, com 60 sinos posicionados nas quatro varandas, o que garante que todo o jardim escute a música, todos os dias, às 13h e 15h. No oitavo nível e último andar estão posicionadas oito estatuetas de garça, também esculpidas em mármore.

Ainda no Visitor Center, há um espaço dedicado a obras de arte itinerantes que retratam arquitetura, plantas, jardins e mais elementos característicos da Flórida.

Depois dessas aulas, era hora da prática!

Logo que saímos dali, é possível encontrar o River of Stone: um caminho de cascalho que apresenta plantas aéreas e que flutuam na água, as Tillandsias, uma espécie que não requer solo e absorve todos os nutrientes do ar e da água.

Foto: Victória Bernardes.

Foto: Victória Bernardes.

Uma guia importantíssima, a diretora de Marketing Erica Smith, acompanhou a visita. Ela contou que, assim que Edward Bok decidiu criar os jardins, contratou o arquiteto paisagista Frederick Law Olmsted Jr. A princípio, a ideia do Sr. Bok era ter apenas flores brancas, para realmente trazer à realidade o significado de paz. Com muito esforço, Olmsted o convenceu de que o jardim seria muito mais famoso se apresentasse a diversidade natural de muitas cores, flores e plantas. Ainda bem! Hoje, podemos ver hectares de samambaias, palmeiras, carvalhos, pinheiros, azáleas, camélia, magnólia e muito mais.

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Fotos: Visit Central Florida e Victoria Bernardes.

E se já não fosse o suficiente, Bok Tower Gardens é lar para mais de 126 espécies diferentes de aves, o que o faz ser parte do Great Florida Birding Trail, coleção de quinhentos locais na Flórida que preservam habitats de pássaros. E, além disso, muitos animais têm os jardins como sua moradia fixa!

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Fotos: Visit Central Florida

A próxima parada foi o Hammock Hollow Children’s Garden, três acres de natureza dedicado a crianças, com brincadeiras que ensinam a importância da preservação e promove conexão entre os animais, as plantas e as pessoas. Por aqui, os pequenos, acompanhados de adultos, vivenciam arte, recursos de refrigeração de água, calçadão, plantações, palco de performances e área de música e podem subir, descer, pular, escavar, construir e criar.

A coisa que mais achei fofa foi o bosque das fadas, onde foram colocadas pequenas casinhas de fadas nas árvores para alimentar a imaginação dos pequenos.

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Depois, segui para o Pollinator Garden, ou jardim polinizador, que oferece um paraíso para abelhas, borboletas, pássaros e insetos que se alimentam de pólen e néctar. Foi aqui que gravei o vídeo abaixo de uma borboletinha fazendo seu trabalho!

Ao lado fica a Kitchen Garden & Outdoor Kitchen. Assim como já sugere o nome, é uma cozinha ao ar livre que dispõe de fogão, forno de pizza a lenha, eletrodomésticos, ótima infraestrutura e mais. O local pode ser alugado para reuniões e datas comemorativas. Uma horta com ervas, vegetais, verduras e um pomar de frutas bem ao lado é para as aulas de culinária oferecidas por aqui.

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Depois de conhecer esses espaços, segui pela trilha de daria direto à Torre que Canta, e onde estão as principais desenvolvimentos de jardins de Bok Tower Gardens. A seguir, especificarei cada um:

Endangered Pland Garden, que dá vista à  Torre que Canta ! Foto: Victória Bernardes

Endangered Pland Garden, que dá vista à Torre que Canta! Foto: Victória Bernardes

Primeiro, a Spring Peak Bloom Season, uma verdadeira explosão de cores visuais durante a primavera é proporcionada por mais de 150 variedades de camélias, centenas de azáleas, orquídeas, íris e outras espécies de flores. Seguindo com Endangered Plant Garden, dedicado à vegetação rara encontrada na Flórida e risco de extinção.

As trilhas são muito íngremes e, enquanto sigo por um caminho de pedras, a Torre que Canta surge de repente. Ela foi projetada para ser exatamente assim: surpreendente! À sua frente está a Reflection Pool, ou piscina de reflexão que, não sei se propositalmente, além de refletir a torre também nos convida a mais uma oportunidade de reflexão. Seja pelos caminhos que me trouxeram até a torre, ou sobre a magnifica natureza retratada e preservada.

Ali vivem muitas espécies aquáticas, bem como carpas que podem ser alimentadas.

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A região da Torre é magnifica. Bem no portão de ferro na cor dourada, está o túmulo de Edward Bok.

O relógio de sol no lado sul da Torre foi posto em prática em 26 de outubro de 1928. O gnômon, que indica o tempo lançando uma sombra no mostrador, é feito com hastes de bronze. As horas são marcadas pelos 12 signos do zodíaco e uma tabela de correção para diferentes períodos do ano está localizada na base do relógio de sol.

Em muitos pontos existem clareiras onde podem ser realizados piqueniques, comemorações e até casamentos. A vista é incrível, então se o momento é especial, com certeza ficará mais ainda com a oportunidade de estar em um local como Bok Tower Gardens.

Fotos: Victória Bernardes e kristenmariephotog.com

É difícil pensar que foi tudo milimetricamente projetado pelo arquiteto paisagista Olmsted. Mas, quando é hora de voltar ao Visitor Center e o caminho é muito mais curto, dá para se ter a sensação.

A última parada foi o The Blue Palmetto Café, um restaurante tão contemplativo quanto qualquer elemento da propriedade. O cardápio era recheado de opções naturais e refrescantes. Fui de Chicken Salad Sandwich, um croissant recheado de frango cremoso, salada e tomate. Saudável!

Me despedi daquele local com um pouco de nostalgia. Durante todo passeio em Bok Tower Gardens, me vi agradecendo àquela natureza todas as oportunidades que estava tendo na Flórida Central, destino esse que eu também me despedia, rumo ao último dia de uma viagem incrível totalmente fora da minha zona de conforto.

Por mais que deveria ter sido a primeira parada, resolvi visitar o Centro de Informações aos Visitantes da Flórida Central para assegurar que nada estava sendo deixado para trás.

Voltei para Davenport e me deparei com uma cabana de madeira muito convidativa. Lá dentro, as paredes eram cobertas de posteres dos pontos turísticos que visitei nos quatro dias e uma área reservado ao Hall da Fama dos Esportes da Flórida Central, esse que, particularmente, chamou minha atenção. Artigos de boxe, basebol, golfe, tênis, corrida, natação, basquete e mais são preservados em homenagens a nomes como Jack Nicklaus, Arnold Palmer, Chris Evert, Frank Shorter, Rowdy Gaines, George Steinbrenner, Curt Gowdy, Otis Birdsong, Rick Barry, Michael Irvin e outros.

Fiz a volta na 101 Adventure Court depois de decidir passar o meu último dia de viagem pela Flórida na Costa Espacial Americana, famosa por inúmeros lançamentos de foguetes memoráveis, como o Apollo II. Avistei um complexo de compras com diversas lojas famosas como Ross, Target, Rue 21 e muito mais e, claro, parei, pois ninguém é de ferro!

CINCO DIAS NA FLÓRIDA CENTRAL - TERCEIRO DIA!

Este post faz parte de uma série de cinco dias na Flórida, vividos e relatados aqui por nossa colaboradora Victória Bernardes. Para ver o post anterior, clique aqui!

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Deixei minha casa de férias em Balmoral para conhecer um pomar em Haines City, o Ridge Island Groves. A propriedade é da família do senhor Archie Ritch há 26 anos e, atualmente, a plantação majoritária é de laranjas - regulares, grapefruits e tangerinas. Um inseto pequeno estava estragando a plantação de blueberries (mirtilos) e morangos, por isso resolveram terceirizar o processo de produção.

Fachada do Ridge Island Groves. Foto:   RV Life on Wheels

Fachada do Ridge Island Groves. Foto: RV Life on Wheels

As laranjas são hand-picked, ou seja, colhidas manualmente, passam por um processo de limpeza e são distribuídas em caixas de acordo com o seu tamanho para entregas nos destinos.

Esse é um dos únicos locais nos Estados Unidos que não foi completamente industrializado e a região número 1 de produção cítrica para todo o país, exceto Alaska, Canadá e Havaí. De acordo com os funcionários do Ridge Island Groves, as laranjas aqui produzidas são consideradas “feias” para irem ao supermercado, por isso são distribuídas para servirem como suco, matéria prima de doces, marmeladas, geleias, mel, etc.

Fotos: Victória Bernardes

O senhor Archie Ritch nos guiou durante toda a visita e, na ocasião, nos contou um pouco de sua infância na fazenda. Antigamente, conta, as crianças ficavam livres pela propriedade com seu próprio canivete para degustar as frutas no intervalo das brincadeiras. Ele me deu uma palhinha de como era, escolheu uma laranja no pé, sacou seu canivete e abriu-a. “You have to squish!”, disse, o que significa que deveria apertar e sugar o caldo. Apesar da aparência verde, estavam bem saborosas e suculentas.

O calor estava rigoroso, por isso fomos direto para a lojinha do Ridge Island Groves conhecer os produtos. Praticamente todos eram artesanais e feitos com as frutas provenientes das colheitas.

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Vídeo institucional da propriedade

Depois de um passeio delicioso no pomar, era hora de conhecer um local que faz parte da rota de parques temáticos de Orlando e que atrai muitas famílias, não só dos Estados Unidos, mas de todo o mundo, para adultos, jovens e crianças se divertirem: LEGOLAND!

Eu recomendo muito para os jovens avós que viajam com os netos!

É divertido, educativo, lúdico e muito seguro!

O parque de diversões é todo pensado para segurança de todos e os brinquedos não são tão radicais. Existem dois tipos de acomodações para quem quer ficar pertinho do parque, o primeiro tipo é a LEGOLAND Florida Resort Beach Retreat.

Aqui os hospedes são acomodados em vilas de casinhas temáticas por dentro e por fora. Podem aproveitar um mini parque aquático e um centro onde são feitas as refeições.

Fotos: Visit Cetral Florida e Victória Bernardes

A segunda acomodação é LEGOLAND Hotel, dentro do parque da Lego mesmo e está logo depois da entrada. Na recepção estão expostos mais de 8 mil personagens Lego, há uma piscina de pecinhas que você pode moldar as pilastras enquanto espera o check-in e uma lojinha com alguns itens da marca. As atividades já começam aqui!

Os andares e os quartos também são temáticos!

Fotos: Victória Bernardes e Visit Central Florida

Chegou a hora da diversão! Seguimos para dentro de Legoland direto para o almoço, no restaurante Fun Town Pizza and Pasta Buffet também tematizado e self-service à vontade de pizza salgada, pizza doce, macarrão e salada! E o preço estava ótimo: USD 14,99 por adulto e USD 6,99 por criança.

A primeira atração de LEGOLAND é a Lego City, a representação de diversos pontos turísticos do mundo construídos em milhares de milhões de pecinhas! Há uma oferta especial com o universo Star Wars e mesmo que eu tente, as imagens e vídeos falam por si.

Praticamente todos as exposições são interativas: ha um botãozinho que a gente aperta e algo ocorre. Veja!

E, como em todos os parques, há muitos brinquedos, montanha-russa, carrosséis, e outras atrações que valem muito a pena experimentar! Entre uma atração ou outra, existem lojinhas de LEGO, para que ninguém esqueça de levar as lembranças de um dia divertidíssimo.

Depois de muita diversão, o jantar foi no Harborside Restaurant, também em Winter Haven. O estabelecimento fica situado na borda do Lake Shipp, ou seja, a vista é incrível! Possui uma plataforma que possibilita os barcos atracarem~. A comida é muito boa, nada difere do estilo americano de servir um salmão grelhado com legumes sauté.

Clique na imagem abaixo para ver as próximas.

Fotos: Victória Bernardes, Visit Central FLorida e The Ledger.

Chego ao final desse dia com muita energia gasta. Mesmo com brinquedos leves, em LEGOLAND é possível aproveitar muitas aventuras. E, como a marca é quase milenar, é impossível andar pelo parque sem ter alguns picos de nostalgia.

Mas o descanso já me aguardava no quarto dia.

Patricia Servilha
CINCO DIAS NA FLÓRIDA CENTRAL - SEGUNDO DIA!
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Este post faz parte de uma série de cinco dias na Flórida, vividos e relatados aqui por nossa colaboradora Victória Bernardes. Para ver o post anterior, clique aqui!

Comecei o segundo dia na Flórida com um café da manhã reforçado regado a muffins, frutas e pé na estrada! Segui para o Safari Wilderness, uma propriedade de 260 acres que preserva animais e muita vegetação.

A área fica na cidade de Lakeland e detém muitos exemplares de diversos animais selvagens da Ásia, África e América do Sul. O espaço foi aberto ao público em 2012 e em 2015 foi nomeado um dos “10 Melhores Safaris nos EUA”. O local funciona das 9h às 13h e é necessário agendar o passeio.

Os carros ficam no estacionamento enquanto os visitantes seguem por uma trilha de madeira até um galpão no meio de uma área muito verde. Lá tem um espaço para lanches e, claro, uma lojinha de lembranças do local.

E, como já diz o nome, no Safari Wilderness podemos conhecer de perto muitas espécies durante um passeio em um Ford F550. Nossa guia foi a JJ (jay-jay), muito atenciosa e preocupada com a segurança de todos dentro do caminhão. A regra era clara: “motor ligado, traseiros nos assentos”!

Na primeira parada, já recebemos visitas dos curiosos avestruzes atrás de snacks, os lanchinhos que JJ trouxe em baldes. Os animais são perigosos, por isso que à medida em que se aproximavam, tínhamos que colocar os braços para dentro e apenas a guia era autorizada a alimentá-los. Curiosidade: as fêmeas têm sempre penugem cinza e os machos, preta.

Logo chegaram as lhamas, famosas cuspidoras. JJ explicou a importância de tê-las pela propriedade, pois são muito cuidadosas com filhotes e sempre tomam conta daqueles perdidos ou rejeitados.

Ainda no início do passeio era possível visualizar uma ilha com um viveiro de lêmures. Eles estavam afastados pois não gostam de ser incomodados por outros animais.

Os lêmures são tão primatas quanto nós, humanos! Todas a espécies são provenientes da ilha de Madagascar, no continente africano, inclusive os encontrados em Safari Wilderness: cauda-anelada e colarinho-marrom.

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Não se sabe ao certo como os animais chegaram ao Safari Wilderness, mas foi graças ao apaixonado por vida selvagem Lex Salisbury. Com mais de 35 anos de experiência com zoológicos na Inglaterra, na Austrália e nos Estados Unidos, Salisbury decidiu abrir a reserva depois de se frustrar com o sistema e espaços limitados de seus antigos trabalhos.

O passeio dura normalmente 3h. Confira a seguir as fotos da vida selvagem que se pode encontrar por lá!

Fotos: Victória Bernardes
Antílopes

Antílopes

Búfalos D’Água - alimentamos essas fêmeas simpaticíssimas que comem os snacks e vão embora!

Búfalos D’Água - alimentamos essas fêmeas simpaticíssimas que comem os snacks e vão embora!

Existem dois rebanhos de zebras na propriedade, e uma curiosidade importante é que praticamente todas estavam “grávidas” e já havia um “berçário” com recém-nascidas!

Mini-gado com boizinhos e vaquinhas em tamanho de bolso!

Mini-gado com boizinhos e vaquinhas em tamanho de bolso!

Os Watusis africanos são de uma espécie de rebanho, como as dos bois e das vacas, que é muito popular nos Estados Unidos

Javalis selvagens

Javalis selvagens

De volta à propriedade, é possível alimentar outros lêmures que vivem por ali. E também pude encontrar algumas figurinhas interessantes, como porquinhos-da-índia, tartaruga e um coelho. É realmente um passeio cheio de fofuras!

Alimentar os lêmures é uma atividade extra, que pode ser paga a parte. Foto:   Visit Central Florida  .

Alimentar os lêmures é uma atividade extra, que pode ser paga a parte. Foto: Visit Central Florida.

E a aventura não parou por aqui. Também é possível fazer o Safari Wilderness em cima de camelos e dromedários! Não o fiz, mas consegui alimentá-los e me encantar com o tamanho dos bichos.

A outra opção de safari é fazer todo o trajeto de camelo. Foto: Visit Central Florida.

A outra opção de safari é fazer todo o trajeto de camelo. Foto: Visit Central Florida.

Em momento oportuno, chegou o nosso almoço! Uma caixinha da rede Jimmy John’s com lanche de peito de peru, um cookies enorme e batatinhas chips acompanhadas por água ou refrigerante. Bem ao estilo americano: calórico!

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Preparados para a segunda parte do passeio? Pois eu estava muito! Assim que deixamos o Safari Wilderness, o destino foi o Westgate River Ranch Resort & Rodeo, em Haines City, uma hora e meia do Aeroporto Internacional de Orlando. Trata-se de uma estadia temática que preserva a memória dos primeiros caubóis dos Estados Unidos, inclusive com características dos nativos americanos. Você já vai entender!

Entrada da propriedade. Foto: Visit Central Florida.

Entrada da propriedade. Foto: Visit Central Florida.

A estadia do Westgate River Ranch é muito peculiar, um verdadeiro acampamento, mas com tendas de outro nível! Bem equipadas, são preparadas para o conforto: possuem ar condicionado e muitas vezes até frigobar e microondas. Estão localizadas em clareiras, onde podem ser feitos churrascos, fogueiras ou apenas reuniões ao ar livre. São três modalidades de estadia, a primeira é mais simples e o banheiro é comum. É possível contratar serviço de refeições.

Poucos sabem que a Flórida foi o berço dos primeiros caubóis norte-americanos: os Índios Seminole, os colonizadores espanhóis e os colonos estadunidenses já eram conhecidos como “Crackers” que agrupavam rebanhos no Estado. Clique em cada foto para ver as cabanas.

E para deixar tudo mais real, de acordo com Lori King, gerente de vendas do Westgate River Ranch, são contratados descendentes de nativos americanos para a construção de algumas tendas. Como é o caso das Takoda Village, um espaço super-luxo onde as cabanas tem o design das vivendas dos índios. E, cá entre nós, é muito legal!

Clique nas fotos abaixo:

A outra modalidade já nos remete aos chalés que temos em alguns resorts no Brasil, cabanas de madeira e equipadas ao mesmo nível.

Clique nas fotos abaixo:

Fotos: Visit Central Florida.

Por enquanto, a maioria dos hóspedes são americanos do sul da Flórida e ficam até dois dias na região, mas Westgate River Ranch é a acomodação obrigatória para os apaixonados de bang-bang de todo o mundo.

Agora é hora de falar sobre as atividades! Para passarem o tempo durante a estadia, o pessoal pode assistir um rodeio, brincar de tiro-ao alvo (com espingardas reais!), montar touro mecânico, passear a cavalo, saltar de tirolesa e, entre outras atividades, navegar de aerobarco pelo famoso Lago Kissimmee - essa experiência radical eu conto a seguir!

Clique nas fotos abaixo:

Fotos: Visit Central Florida.

Os aerobarcos são muito utilizados nos lagos e pântanos exatamente nos Estados Unidos. Montados sobre uma estrutura plana com um grande ventilador na popa fora da água, é manobrado por uma alavanca que movimenta os lemes e o impulsiona. Por serem muito barulhentos, é necessário utilizar fones de ouvido durante o passeio.

Assim que o barco sai da marina, dá um friozinho na barriga! Mas logo depois fica tudo bem, você se esquece do barulho e começa a relaxar com o vento no rosto e a alta velocidade. O vento pode se tonar bem frio, mesmo sob o sol. Por isso é importante levar um casaco fino para aproveitar melhor a atividade. Confira, a seguir, o vídeo em primeira pessoa!

Fotos: Visit Central Florida e Victória Bernardes

Como sempre vemos naqueles seriados americanos, eu tinha a expectativa de pessoalmente encontrar os moradores típicos dos lagos da Flórida: os jacarés! Durante o passeio de aerobarco, o que mais desejamos ver é pelo menos um desses que são considerados mascotes do Estado. Infelizmente, na ocasião eu não consegui ver nenhum, pois o clima estava muito quente e eles preferem temperaturas mais amenas ou frias. Ficam escondidos e eu vou tentar na próxima.

Por volta das 19h, o sol ainda dava as caras e já estava pronta para jantar. Dentro do Westgate River Ranch tem o restaurante principal, o Smokehouse Grill, com opções de carnes, peixes, saladas e muito mais, não deixando a desejar para nenhum tipo de público.

Fotos: TripAdvisor e Oyster.

Como você já deve ter reparado, estes passeios os mostram uma parte da Flórida que dificilmente quem não é morador vai conhecer.

Mas, principalmente para viajantes que provavelmente já conhecem o frio na barriga de montanhas-russas e guloseimas de candystores famosas, conhecer culturas nada populares, experimentar pratos típicos que contam histórias e respirar ares que ficarão para sempre gravados na memória pode ser o segredo de manter acesa a chama do desejo pelas descobertas!

E esta é a importância de pesquisar destinos alternativos, mas isso não significa deixar totalmente de lado os parques temáticos renomados, como vocês descobrirão no próximo dia.

CINCO DIAS NA FLÓRIDA CENTRAL - PRIMEIRO DIA!
Icon Orlando - Foto: Victória Bernardes

Icon Orlando - Foto: Victória Bernardes

Uma cidade americana, objeto de desejo entre as famílias brasileiras, que possui shoppings, supermercados, produtos exclusivos e muitos parques de diversão. Já sabe que estou falando de Orlando, né?! Consolidada eminentemente como destino turístico, é o exemplo de que quem não deixa de investir em comunicação, consegue permanecer no topo. Só em 2017 recebeu cerca de 76 milhões de visitantes e 2018 promete ser finalizado com chave de ouro e número recorde.


Um dos principais objetivos deste blog é fornecer dicas e soluções para viajantes experientes, ou como gostamos de dizer, a terceira idade jovem e que já viajou muito, e é por isso que a seguir você não vai descobrir como gastar menos ou aproveitar melhor a Disney. Vamos te apresentar como gastar igual (ou menos) visitando um lugar pertinho, mas muito diferente: A Flórida Central.

Nos Estados Unidos as cidades são separadas por condados, nos moldes das nossas subprefeituras em São Paulo, só que, ao invés de bairros, são pequenas cidades. Entre Tampa e Orlando está o Condado de Polk, uma região rodeada por lagos - mais precisamente 554 e a maioria deles com tranquilos e protegidos moradores que você vai descobrir mais pra frente! O condado é formado pelas cidades: Davenport, Winter Haven, Lake Wales, Lakeland e Haines City.

Mapa do Condado de Polk. Foto:    Florida Counties Map   .

Mapa do Condado de Polk. Foto: Florida Counties Map.

Se você está disposto a gastar para renovar o guarda-roupas ou fazer a alegria da garotada nos parques de Orlando e Tampa, então você tem dinheiro suficiente para fazer um roteiro mais cultural na Flórida. A partir de agora a nossa colaboradora Victória Bernardes, que representou o blog Marketing Places+50 nesta viagem, vai contar para vocês sobre essa aventura!

Eu cheguei no Aeroporto Internacional de Orlando com a Copa Airlines, após aquela famosa paradinha no Panamá para esticar as pernas. Já ouviu falar que ali é um paraíso fiscal? Nem tanto no aeroporto. As lojinhas do free shop são caras e os produtos não são nada de novo sob o sol. É melhor (e mais satisfatório) poupar seus dólares para o destino final!

Já na Flórida, fiquei pelo menos uma hora para poder passar pela imigração do aeroporto que, por sua vez, era bem iluminado. O local onde pousam os aviões é bem distante da saída e onde tem as lojas. Dei uma rodada na loja do Kennedy Space Center, o complexo de visitantes da NASA que… darei mais detalhes nos outros posts dessa viagem incrível!

Loja do Kennedy Space Center no Aeroporto Internacional de Orlando. Foto: Victória Bernardes

Loja do Kennedy Space Center no Aeroporto Internacional de Orlando. Foto: Victória Bernardes

Cheguei por volta das 12h em Orlando e minha primeira refeição em terrinhas norte-americanas foi no Panda Express, um restaurante da praça de alimentação com opções de comida chinesa e direito a biscoitinho da sorte! É provável que não seja a sua primeira vez no país, mas sempre me espanto com o tamanho dos refrigerantes: são no mínimo 500ml e com refil. Vocês aguentam?

Só dá para aproveitar a Flórida de carro. Infelizmente, não se pode contar com calçadas, linhas de ônibus, trens, metrôs, bondinhos, pessoas de bicicleta nas ruas... enfim. É preciso ir preparado para alugar um carro ou disposto a gastar com Uber e Lifty. Os pacotes de viagens nas agências mais famosas já oferecem boas condições para ir com a locação garantida desde o Brasil.

Pé na estrada e próxima parada: a melhor vista de Orlando! Trata-se do Icon Orlando, um centrinho comercial, de entretenimento e lazer com lojas, restaurantes e uma roda-gigante aos moldes da London Eye. Fica exatamente na Internacional Drive, a principal avenida dos EUA, e é uma opção para passar uma tarde prazerosa ou apenas gastar tempo até o check-in do seu hotel.

Cabem até 15 pessoas dentro de uma das cabines da roda-gigante, onde se tem uma visão panorâmica de toda a cidade. Em 22 minutos é possível consultar um tablet com informações dos pontos turísticos visíveis lá de cima, escutar uma playlist com músicas pop e ainda degustar um espumante para brindar a vida, as companhias e Orlando!

O passeio custa USD 29 e é possível fechar pacotes de almoço/jantar nos mais de 30 restaurantes disponíveis no complexo tal como: Outback e o famoso Tapas, sem precisar gastar mais que USD 50.

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Por ali também ficam: Skeletons - Museu de Osteologia (ossos de animais e humanos), 7D Dark Ride Adventure - jogo de realidade virtual, Arcade City - fliperama, Pearl Express Train - um passeio divertido de trenzinho pelo complexo, Orlando Starflyer - um brinquedo nas alturas, SEA LIFE Orlando - aquário e o famoso museu de cera Madame Tussauds - aqui estão as icônicas réplicas de Justin Bieber, Superman, Mulher Maravilha, Batman, Anne Hathaway, Madonna, Beyoncé, Angelina Jolie e Brad Pitt e mais!

Este primeiro dia foi mais relax e deu para passar em algumas lojas. Uma das primeiras que visitei, que inclusive fazia parte da Icon Orlando, foi da rede de farmácias Wallgreens. Se eu não soubesse que os supermercados possuem preços melhores, já teria feito uma super compra por ali mesmo. É fácil encontrar medicamentos para vender nas gôndolas, assim como vitaminas para os mais diversos fins, shampoos, balinhas, chocolates, produtos de higiene pessoal, produtos infantis...

Visitei o Walmart também, por fim. Esse lugar sim é de enlouquecer! Você encontra tudo o que imagina, inclusive o que tem no Brasil também, mas com preços melhores. Em outubro é época de Halloween, e através dos filmes já dá para ver que os norte-americanos levam a data a sério. Ao vivo e a cores é mais legal ainda! Eu, particularmente, fiz a festa nos sacos de doces e chocolates, que serviram para lembrancinhas de toda a família. E o melhor? Não gastei nem US$ 20.

O jantar foi no já tradicional Harry’s Seafood Bar & Grille, no centro de Lakeland. Antes de entrar no restaurante, deu para dar uma olhadinha ao redor e me encantar com a praça da cidade. Mesmo de noite, o local é todo iluminado e tinham umas pessoas curtindo o clima fresco que estava fazendo. Flórida também é famosa por ter um horário limitado para lojas locais funcionarem, por isso às 20h já era possível sentir falta de carros nas ruas.

Dentro do restaurante o clima era aconchegante. Não sei se era a luz ambiente ou os assentos estofados, mas me sentia em casa. Mais uma vez: se for sua primeira vez nos Estados Unidos, a sensação permanente é de estar dentro dos filmes que já assistiu.

Assim como o nome já diz, Harrys Seafood Bar & Grille oferece muitas opções de frutos do mar, mas há uma oferta especial para os camarões. Para quem tem o sistema digestivo frágil, é necessário pegar leve nas comidas condimentadas. E se eu posso dar uma dica de melhor amiga é: evitem as águas de torneira. Sério! Só não vou dizer para levar água do Brasil….

Aqui eu experimentei o Oreo Beignets, nada mais que um bolinho de chuva recheado com bolacha Oreo. Frito. Desvendou agora o porquê das pessoas voltarem mais, digamos, espaçosas dos EUA? Em geral, eles oferecem e comem porcarias o dia todo.

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Às 22h já entregando os pontos, estava a caminho da minha “casa americana”, em que eu ficaria por três dias. O local, chamado de Balmoral Resort Florida, fica em Haines City e é um condomínio de casas de aluguel com no mínimo cinco e no máximo oito quartos para hospedar uma família inteira – e mais um pouco! Os valores (que vou atualizar aqui) podem ser tão em conta quanto algumas diárias em hotéis na Orlando.

Aqui, a sensação de estar dentro da nova produção de Donald Petrie permanecia. Chão de carpete fofinho, cama espaçosa, televisão com programas só em inglês e uma ducha deliciosa!

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Tudo isso foi mais do que necessário para relaxar e partir para mais um dia de aventuras.

MEDELLÍN: A FÊNIX DA AMÉRICA LATINA
Plaza Botero e Palácio de La Cultura. Foto:    Medellín Travel   .

Plaza Botero e Palácio de La Cultura. Foto: Medellín Travel.

EU FUI À COLÔMBIA DE 10 A 20 DE OUTUBRO, COMBINANDO A PARTICIPAÇÃO COMO CONFERENCISTA NO SMART CITY BUSINESS MEDELLÍN CONGRESS & EXPO, EM MEDELLÍN E UMA PASSADINHA EM CARTAGENA. NO POST ANTERIOR COMECEI A RELATAR UM POUCO SOBRE AS EXPECTATIVAS PARA ESSA VIAGEM.

Obra de Fernando Botero no Parque San Antonio. Foto:    Medellín Travel   .

Obra de Fernando Botero no Parque San Antonio. Foto: Medellín Travel.

HOJE, POSSO DIZER QUE AS EXPECTATIVAS FORAM SUPERADAS!

Cheguei à cidade no final da tarde, no aeroporto internacional José Maria Córdova, que fica no município de Rio Negro, a 35km do centro de Medellín. Existe um outro aeroporto no centro da cidade, o Olaya Herrera, mas que só funciona para vôos regionais.

Eu não tinha cash. Nem para trocar. Nem me perguntem o porquê. Só estava com o meu cartão de crédito e, ainda, American Express, que não é assim… o mais aceito. Não me perguntem por quê! Então fui ao posto de informação e perguntei se os táxis aceitariam tarjeta de credito. Bom, a resposta foi sim! Só que não!

Bom após várias idas e vindas consegui pagar com cartão de crédito o valor de 75 mil COP, que é o preço desde o aeroporto até o centro da cidade. O COP é o peso colombiano e 650 COPS correspondiam em outubro de 2018 a 1 real. E finalmente saímos do aeroporto em direção ao Hotel Atton, reservado para mim pelo Instituto Smart City Business America.

Vista da janela do quarto do Hotel Atton, Medellín. Patricia Servilha

Vista da janela do quarto do Hotel Atton, Medellín. Patricia Servilha

O hotel é muitíssimo novo, o motorista não conhecia. Ele também não tinha nenhum tipo de GPS ou internet, não conhecia o endereço e parou 4 vezes no caminho para perguntar. Nem era muito gentil. Mas chegamos, com chuva - conforme já estava previsto. Para minha surpresa, quando cheguei ao quarto, o final da tarde me brindou com essa vista maravilhosa, o céu clareando. E ainda recebi flores do meu querido marido.

O hotel é bem bonito - aquela aparência de uma limpeza exemplar e tudo impecável. Sobre a cama, material turístico da cidade, fornecido pela Prefeitura, e uma internet maravilhosa em todos os espaços.

Fotos: Patricia Servilha

Além disto, o hotel está anexo a um shopping, o centro comercial El Tesoro, no bairro de El Poblado. Quando a sua viagem combina trabalho e lazer, é sempre muito bom ter uma certa infraestrutura para aquelas necessidades emergenciais, em geral femininas.

Tem loja de câmbio, salão de cabeleireiros, cinema, restaurantes e lojas de alto padrão internacionais. Estava mais frio do que eu havia imaginado, e já fui rapidinho comprar uma pashmina preta. Básico. As vitrines, em outubro já estão decoradas, um pouco como acontece por aqui, no Brasil.

E, na Colômbia, eles tem uma festa no dia 30 de novembro denominada “Fiesta de Las Luces”, que inaugura o período de Natal e Fim de Ano. Vocês lembram da homenagem feita para os jogadores de futebol da Chapecoense? Bom, foi nesse dia. Ainda vou falar sobre isso.

Aeroporto Internacional, em Rio Negro, Centro Comercial El Tesoro, no bairro El Poblado, que fica em uma das colinas no entorno de Medellín. Fotos Patricia Servilha e cortesia Medellín Travel.

O bairro de El Poblado é bem bonito, arborizado e poderíamos comparar com os Jardins, em São Paulo ou mais com a Savassi, em Belo Horizonte. Só que fica literalmente nas alturas! Os hotéis e restaurantes mais charmosos ficam ali, em uma parte que eles chamam de “Zona Rosa”.

Medellín, junto com mais 9 municípios vizinhos, fica em um vale, o Valle de Aburrá, que é cruzado pelo Río Medellín no sentido Norte - Sul. Tem duas linhas de Metrô, terminal Norte e terminal Sul, que levam o turista a quase todos os atrativos turísticos. O valor é 2.300 COPs, e abrange a utilização dos metrocables. Combinado a táxis, eu pude chegar à cidade toda, porque o valor é bem acessível. Aliás, o transporte público é uma das características mais importantes da cidade. Para eles, não é só questão de logística, mas de cidadania.

O Metrô é de superfície, porque o subsolo tem muita água. Está todo integrado com os Metrocables. Fotos: Patricia Servilha.

O Metrô é de superfície, porque o subsolo tem muita água. Está todo integrado com os Metrocables. Fotos: Patricia Servilha.

Como eu estava participando de forma ativa no congresso, coordenando os temas de cultura e turismo inteligente, não tinha muito tempo livre para visitar a cidade, mas como é tudo muito prático e eficiente, não foi difícil me organizar. O mais complicado foi que, em todas as tardes, chovia. Bastante!

Medellín é conhecida por ser a cidade da eterna primavera mas outubro é o mês mais úmido na região de Antioquia.

Assim, na primeira tarde, decidi fazer o Turibus, o city tour do centro histórico, que funciona conforme o sistema internacional Hop On Hop Off, em que se pode subir e descer livremente em cada uma das 7 paradas do roteiro que eu escolhi. O ticket tem a duração de 24 ou 48 horas. Eu escolhi o de 24 horas por $40.000 COP.

O Tour é operado por veículos de dois pisos, mas um Turibus tipo Tranvía e ocasionalmente um ônibus normal podem ser utilizados. Teoricamente, entre as 9:30 a.m. a 6:20 p.m, o Turibus estará passando constantemente. Esse constantemente é um intervalo de mais ou menos 1 hora. Em cada parada existem os horários disponíveis.

A cidade tem uma sinalização turística muito bem estruturada e isto inclui as paradas para o Hop on e Hop off do Bus. Também existem 20 pontos de informação digital e outros tantos físicos nos locais estratégicos para o visitante.

Centro de Convenções Plaza Mayor, a saída do Turibus, em frente ao Museu da Água, no Parque Pies Descalzos. Ponto de Encontro e Turiparada em frente ao Hotel Nutibara. Fotos: Patricia Servilha

O tour é panorâmico, mas tem “Turiparadas” de até 15 minutos para que seja possível descer e conhecer os locais, tirar fotos, comprar agasalhos, guarda chuva, etc. A minha saída era a mais próxima - caminhei 3 minutos - que inclui a visita ao Parque de los Pies Descalzos que, de acordo com a guia é um “Remanso de tranquilidad en el centro de Medellín”. Ali é realmente agradável poder desfrutar do jardim zen, bosque de “guaduas”, caminhar descalço pela areia e sentir os jatos de água das fontes nos pés exaustos. O parque tem cafeterias, restaurante e “kiosko” de jornais e revistas. É atrás do Museo del Agua.

Mapa: cortesia Turibus

Mapa: cortesia Turibus

Eu comecei às 13h40 e dali fizemos o seguinte roteiro: Cerro Nutibara, Mercado del Rio, Plaza Botero, Parque de Los Deseos, Estadio e retorno. Terminei às 17h00 voltando a Plaza Mayor.

O Cerro Nutibara é um parque com trilhas e mirantes em 33 hectares que, desde 2009, é uma área protegida. Deve ser lindo, mas desde o sol da manhã, este foi o momento ápice da chuva. No alto está o Pueblito Paisa e o Museu da Cidade.

Ali, em uma das lojinhas que vendem artesanato, eu consegui comprar um guarda chuva por 16 mil COPs. Como eles só aceitam cartão para valores acima de 20 mil COPs, comprei também umas balinhas de café… colombiano, claro!

No Pueblito Paisa também tem cafés e restaurantes. Eu visitei a igrejinha e corri de volta para o ônibus. Não sei se vale a visita, pois com aquele dilúvio certamente foi impossível aproveitar a vista do mirante. O Pueblito Paisa, por sua vez, é a réplica de um “pueblo antioqueño” com a praça rodeada pelos edifícios da igreja, prefeitura.

Tudo é muito menor do que as fotos sugerem e fica um pouco cenário de feira de turismo.

Pueblito Paisa. Foto: Medellín Travel

Pueblito Paisa. Foto: Medellín Travel

A partir daí, já munida de guarda-chuva, fomos em direção ao local que eu tinha mais vontade de conhecer: a Plaza Botero. É uma praça onde estão distribuídas 23 obras de Botero*, doadas pelo mesmo à cidade. E chovia!!! Mas é um espetáculo ver todas aquelas obras de arte juntas. Dá pra aguentar de tão lindo?!

* Fernando Botero (1932) é um artista plástico colombiano de estilo figurativo que se consagrou mundialmente com seus personagens volumosos, tanto em suas pinturas e desenhos, como também em suas esculturas.

Palácio de la Cultura, Plaza Botero. Foto: Medellín Travel. Esculturas de Botero. Fotos: Patricia Servilha

Nessa praça tem o Palácio de la Cultura (que parece uma igreja) e o Museu de Antióquia, este não pude visitar. A região em si é muito parecida com o centro de São Paulo, tipo Praça da República, sabe?!

Em seguida paramos na Plaza de los Deseos, um lugar muitíssimo interessante!

Parque de los Deseos. Foto: Medellín Travel.

Parque de los Deseos. Foto: Medellín Travel.

O Parque de los Deseos fica na Zona Carabobo Norte, já fora do centro da cidade. Ali, em 12 mil m² encontramos atividades lúdicas ligadas à física e astronomia de forma a que possam entender o impacto dos elementos sobre a água, a energia e as comunicações.

As atividades são sempre gratuitas e incluem cinema ao ar livre, concertos e inúmeras outras atrações. A Casa de La Musica permite que os visitantes conheçam e interajam com as manifestações sonoras. Nossa visita foi na parte externa, mas permitiu que os turista no Turibus pudessem fazer fotos.

Parque de los Deseos. Fotos: Patricia Servilha.

O Parque de los Deseos foi construído pela EPM, Empresas Públicas de Medellín e pela prefeitura em 2003 e hoje é o centro de encontro de toda a população do Valle de Aburrá.

Eu não tive a oportunidade de experimentar tudo, mas fiquei bem interessada nas atividades do Parque que, de acordo com a nossa guia do Turibus, “ofrece 8 atracciones lúdicas diferentes, que dan testimonio de los sueños, los deseos y los logros de la humanidad en diferentes épocas: helióstato, réplica observatorio Muisca, mundo de los vientos, esfera celeste, voces a distancia, reloj solar, eclipse y asoleamiento en Medellín. permitiendo al visitante conocer o recordar estos primitivos sistemas”.

Dali fomos em direção às duas ultimas paradas: o Mercado del Rio e o Estádio. Neste momento já chovia um pouco mais e não descemos no Mercado (pelas fotos e informações que vi, parece ser muito interessante). No caminho passamos por vários outlets que dão a Medellín o status de cidade de compras de Antióquia.

Estadio. Foto: Medellín Travel.

Estadio. Foto: Medellín Travel.

Também não conheci, mas tenho certeza de que teria valido a pena: Parque Explora, Planetário e o Jardim Botânico. Estão junto com a Cidade Universitária e outros atrativos na Zona Carabobo, no norte de Medellín.

Parque Explora. Foto: Medellín Travel.

Parque Explora. Foto: Medellín Travel.

Para concluir, Medellín é realmente uma cidade que soube se reinventar por meio de um processo de transformação que já dura duas décadas, e ainda tem muitos anos pela frente. Mas renasceu das cinzas, como uma Fênix. E se converteu em um modelo de recuperação urbana e social que é referência de âmbito global.

Orquideorama, no Jardim Botânico. Foto: Medellín Travel.

Orquideorama, no Jardim Botânico. Foto: Medellín Travel.

Eu ainda visitei algumas comunas e projetos de Parques Bibliotecas e experimentei a degustação de 9 pratos no restaurante El Cielo. Estes temas serão um trabalhinho para outros posts.

Mas ficaram muitos locais que pareceram super interessantes para conhecer, como a Fiesta de los Silleteros, Festa das Flores e outros momentos considerados mágicos em Antióquia.

Tenho que voltar!

SMART CITY CONGRESS & EXPO NA COLÔMBIA: TURISMO INTELIGENTE EM MEDELLÍN

Por não saber o que fazer em Medellín, muita gente deixa a cidade de fora de seu roteiro pela Colômbia. Eu mesma quando trabalhei em Bogotá em 2009, aproveitei para conhecer o que? Obviamente Cartagena e San Andrés! Não conheci Medellín e nem pensei nisso como uma possibilidade.

Medellín, com um passado violento, já foi a cidade mais perigosa do mundo nas décadas de 80 e 90, mas em um período de 20 anos renasceu das cinzas, sendo hoje considerada uma das cidades mais inovadoras e agradáveis da América Latina. A cidade está na moda e, uma vez na Colômbia, conhecê-la é obrigatório para qualquer viajante.


Biblioteca EPM - foto: Câmara de Comércio de Medellín

Biblioteca EPM - foto: Câmara de Comércio de Medellín

 A cidade tem pouco mais de 2,2 milhões de habitantes e um clima agradável todo o ano. É a segunda cidade mais importante da Colômbia e um dos lugares com maior oferta turística do país. Por isso é considerada a Cidade da Eterna Primavera.

Muitos dos turistas que vão até Medellín hoje, estão atrás de uma das duas coisas, mas podem interessar-se por ambas, tendo em vista a profusão de filmes e seriados que ressaltam o passado sombrio da cidade:

Para mim, mais importante é ver as inovações que o Projeto Urbano de Medellín incorporou à cidade, que rendeu prêmio internacional por sua transformação urbana em 2016, sendo eleita a mais inovadora do mundo. Medellín é a única cidade colombiana a ter um sistema de metrô e a ele são conectados bonde elétricos e teleféricos (metrocable) que tornam o sistema acessível a quem mora na periferia…

Ou conhecer os locais por onde passou “o famoso narcotraficante”, especialmente após o “revival” recente ocasionado pelo seriado Narcos, da Netflix. A série fez ressurgir um interesse turístico sobre o passado sombrio da cidade que muitos colombianos querem esquecer…

E, culturalmente Medellín é uma cidade diferente de todas as outras vistas na Colômbia. Grande parte de sua população é formada por “paisas”, um grupo étnico que surgiu da mistura de judeus espanhóis e bascos, além de indígenas.

Medellín funciona como a capital da região de Antioquia, onde é possível ver essa cultura única, com hábitos diferentes que vão desde o comportamento de seus habitantes à culinária. 

Em abril deste ano, eu tive o privilégio de mediar duas mesas sobre turismo durante o último congresso Smart City Business America, em São Paulo. Após seis edições, foi a primeira vez que o tema fez parte da programação do evento. Nada mais justo, afinal o turismo é uma atividade econômica transformadora, essencial na pauta do planejamento das cidades (inteligentes ou em vias de se alcançarem esse status).

Na verdade, há quase duas décadas tenho me debruçado sobre a questão do planejamento turístico como ferramenta essencial para o desenvolvimento sócio-econômico. Ele é o primeiro passo para que a cidade alcançar a posição de destino empoderado, ou sejam, aquele que toma para si as rédeas do destino turístico. 

Sempre fora um caminho árduo convencer os planejadores sobre a importância de se identificar oportunidades, mapear pontos de interesse, estimular pequenos empreendedores e mais ofertas de serviços, qualificar mão-de-obra, divulgar as atrações. Hoje, o assunto se tornou, felizmente, tema de plataformas políticas: candidatos às próximas eleições gerais estão levando até a população propostas que colocam a atividade turística em destaque.  

O turismo inteligente que dirigentes políticos conectados com a modernidade querem incentivar é aquele que cria empregos, resgata a cidadania, valoriza a cultura e preserva a sustentabilidade. É aquele que convence novas e maduras gerações de que vale a pena usufruir os atrativos regionais, em harmonia com a natureza e a comunidade em seu entorno.

Essas e outras tendências serão apresentadas durante o evento Smart City Business Medellín Congress & Expo, entre os dias 16 e 18 de outubro, na Colômbia. Eu estarei discutindo com profissionais de vários lugares do mundo as mudanças que a tecnologia poderá implementar para trazer mais sustentabilidade, conforto para o turista e bem estar para as comunidade locais.

Também vou conhecer Medellín e contar porque a cidade está “de moda”!

ROMA: 4 DIAS NA CIDADE MAIS SINGULAR DA EUROPA - 2º DIA

No segundo dia, o que fizemos, e sugiro a todos, é visitar o Centro Histórico em um passeio a pé pelas “piazzas”, que são encantadoras românticas, com ruelas estreitas e cafés na calçada. É uma região bastante turística mas, que também é naturalmente frequentado pelos moradores. Arte e arquitetura surgem ao redor de Roma o tempo todo. Em uma caminhada, mesmo sem tentar, você vai encontrar-se com obras primas dos grandes artistas. 

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A Piazza Navona é uma das obras barrocas mais significativas de Roma e uma de suas praças mais características. Ela teria sido ocupada originalmente por um campo como o Stadio di Domiziano, construído no século I. No século XV o local foi pavimentado e funcionou por quase 300 anos como o principal mercado da cidade.

 
Piazza Navona com um bem-vindo solzinho de inverno.

Piazza Navona com um bem-vindo solzinho de inverno.

 

Na Piazza Navona, está localizado o Palazzo Pamphilj, sede da Embaixada Brasileira, do Consulado-Geral do Brasil e da Missão do Brasil para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação.

Ao centro da praça está a famosa Fontana dei Quattro Fiumi, obra de 1651 do genial Bernini, com conjuntos escultóricos que representam os rios Nilo, Ganges, Danúbio e o da Prata. Ao centro da fonte está o obelisco que foi encontrado na Via Apia e que pertenceu ao Circo de Maxêncio.

Criada por Giacomo della Porta e aperfeiçoada por Bernini, que posteriormente incluiu os golfinhos, a Fonte do Mouro foi conhecida no início como “Fonte do Caracol”. Esta fonte está localizada na área sul da praça. 

A Fonte de Netuno também foi criada por Giacomo della Porta, mas permaneceu abandonada desde a sua criação até 1873, quando a obra foi finalizada na área norte da praça. 

 
Nenhuma fotografia faz jus à beleza da Fontana dei Quattro Fiume e, é muito interessante ficar tentando descobrir qual conjunto escultórico representa cada rio. Mas na Piazza temos também o conjunto escultórico “Netuno".

Nenhuma fotografia faz jus à beleza da Fontana dei Quattro Fiume e, é muito interessante ficar tentando descobrir qual conjunto escultórico representa cada rio. Mas na Piazza temos também o conjunto escultórico “Netuno".

Em seguida, caminhamos em direção àquela que ainda hoje é considerada a façanha arquitetônica mais importante dos romanos. O Pantheon, que fica na Piazza dela Rotonda. O monumento de 2.000 anos é hoje uma igreja, mas foi um templo criado por Marcus Agrippa em 27 d.C. Foi bastante destruído devido ao incêndio em 80 d.C., e em 120 d.C. reconstruído sobre as suas ruínas. Adriano investiu na sua reconstrução todo o seu prestígio e talento para a arquitetura. 

O Pantheon foi, por muito tempo, um espaço politeísta – ou seja, “um templo de todos os Deuses”. Posteriormente, por volta de 609 d.C., religiosos católicos o transformaram em Igreja Católica, denominada Basílica di Santa Maria Della Rotonda. 

O exterior é bem cinzento e até aparenta a sua idade, mas quando vamos atravessando as colunas e entramos pelas enormes portas de bronze, vamos nos emocionando ao estar sob a maior cúpula de concreto não armado já construída, e ter a sensação de grande amplitude. Eu adoro estar aí! 

Piazza Della Rotonda e entorno com o Pantheon ao fundo - foto: turismoroma.it

Piazza Della Rotonda e entorno com o Pantheon ao fundo - foto: turismoroma.it

Eu não tenho imagens do Pantheon dignas de apresentar para vocês. Mas no site Turismo Roma vocês encontram. A praça fica permanentemente lotada e tem fila para entrar, mas a visita é gratuita e vale cada minuto de espera. 

A imensa cúpula realmente chama muita atenção. Ela é também chamada de “rotonda”, e é considerada uma construção incrível dada a época e falta de recursos, tecnologias e estudos de engenharia. Muitos estudantes de arquitetura passam horas na local para tentar desvendar os seus mistérios ou apenas para contemplar o espaço. Absolutamente tudo que foi pensado e projetado é fundamental para a sobrevivência da construção até hoje. Possui o óculo que permite a entrada de luz natural ao edifício e, quando chove, há um sistema de drenagem que impede a inundação do templo. Se olharmos para baixo e para cima, podemos notar que o piso de mármore é inclinado e tem 22 buracos quase invisíveis que escoam a chuva que entra pelo óculo.

Pantheon, com a luz entrando pelo óculo - Foto por  Jun

Pantheon, com a luz entrando pelo óculo - Foto por Jun

Logo em frente à entrada podemos ver o altar-mor da igreja e, à esquerda os túmulos de Rafael Sanzio, do rei Umberto I e de Margarida de Saboia. Na parte oposta está o túmulo do rei Vitorio Emanuelle II

Túmulo do pintor Raffaello Sanzio no Pantheon - Foto  Wikipedia

Túmulo do pintor Raffaello Sanzio no Pantheon - Foto Wikipedia

É obrigatório abraçar uma coluna do Pantheon: elas são impressionantemente largas, a sensação é indescritível. E ah, não esqueça de se sentar em um degrau das escadas da Piazza dela Rotonda para outra experiência inesquecível de contemplação.

Colunas do Pantheon - Foto de  Pushy Penguin

Colunas do Pantheon - Foto de Pushy Penguin

Após visitar a Piazza Navona e o Pantheon pela manhã, em seguida almoçamos no restaurante Da Fortunato, que fica a uma quadra da Piazza della Rotonda, na Via del Pantheon, 55, 00186 Roma. Experimentei o “Strozzapretti”, escolhido no cardápio abaixo. E era muito bom! Ficamos só no primeiro prato, porque é muito fácil ganhar uns quilos durante as viagens. E as ruazinhas no entorno têm sorveterias, cafés e lojinhas bem interessantes. A sobremesa foi um sorvete de chocolate na Venchi, que é uma especialidade da casa. A Venchi fica na Via degli Orfani, 87. 

 
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Chegando ao Fortunato, para um almoço muito agradável, no interior ou nas mesas externas.

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Depois do almoço seguimos em direção ao templo dedicado ao imperador Adriano, na pequena praça chamada Piazza di Pietra, onde estão remanescentes do edifício realizado pelo seu sucessor Antonino Pio, em 145 d.C. O templo estava no centro da praça, que tinha um pórtico. Restam 16 colunas, os blocos do muro externo e outras partes originais que, em 1879, foram inseridos no palácio da Bolsa e Câmara de Comércio. Esse local foi considerado pelo Ministério dos Bens Culturais da Itália um exemplo de novo uso para dar nova vida a ao patrimônio histórico.

 

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Em seguida caminhamos para a Piazza di Spagna, passando pelas Vias del Corso e Via del Condotti, área comercial mais sofisticada de Roma, repleta de lojas e cafés. No centro da Praça, aos pés da Escadaria Espanhola está a Barcacciauma fonte com um barco afundando. Foi executada provavelmente em 1627 é atribuída ao artista Pietro Bernini. A água da fonte chega pelo aqueduto Aqua Vergine. A praça é sempre lotada de turistas e já foi conhecida como guetto de l’inglese. Neste momento decidimos terminar o dia no Caffè Greco, famoso pelos poetas românticos que costumavam reunir-se ali, e que é um local de parada agradável e bastante animado.

Mas o segundo dia não terminou aqui. Ainda passamos no hotel para reabastecer-nos de agasalhos e sair para jantar na região do Trastevere.

ROMA: 4 DIAS NA CIDADE MAIS SINGULAR DA EUROPA - 1º DIA
Foto de Mark Freeth - "Rome The Eternal City"

Foto de Mark Freeth - "Rome The Eternal City"

Não é novidade nenhuma a minha paixão por história. Guerras, conquistas, revoluções... tudo isso me dá sede de aprender cada vez mais! E Roma é a essência da história ocidental. Poderíamos até afirmar que tudo e todos passaram por ali. 

Quando tive a primeira oportunidade de visitar a Itália há 30 anos, após uma temporada gelada de estudos na França, fiquei tão ansiosa querendo ver tudo e visitar todos os museus, igrejas, praças e obras de arte públicas e privadas, que tive uma experiência mais superficial. Daquele tipo “colecionadora de monumentos”! Depois, eu até voltei algumas vezes, mas sempre rápido ou a trabalho e aproveitava para ver uma coisa aqui e outra ali.

Hoje, aprendi que os lugares não vão sair do lugar, só ficarão mais cheios. E quando viajo a destinos que têm muitos atrativos interessantes, procuro fazer um corte temático e aprofundar-me em alguma coisa, de forma a ter um mergulho mais completo naquela cultura.

Recomendo, em Roma, pelo menos quatro dias, para poder fazer um roteiro com tranquilidade.

Na última vez, a primeira coisa que escolhi foi um hotel bem localizado, nada sofisticado, mas com jeito de villa italiana. Vi a sugestão do hotel La Residenza no blog do Ricardo Freire e segui a dica. E é importante considerar que Roma no inverno tem temperaturas agradáveis, especialmente quando faz sol. Assim, é uma combinação perfeita para antes ou depois das temporadas de esqui, nos Alpes franceses ou nas Dolomitas, que ficam na própria Itália.

 

Imagem feita por mim, nos Museus Capitolinos, da famosa “lupa capitolina”, escultura de bronze da loba amamentando Rômulo e Remo, tradicionalmente considerados os fundadores da cidade.

Imagem feita por mim, nos Museus Capitolinos, da famosa “lupa capitolina”, escultura de bronze da loba amamentando Rômulo e Remo, tradicionalmente considerados os fundadores da cidade.

 

A fundação da cidade está ancorada no mito de Remo e Rômulo, que teriam sido criados por uma loba. Mas também existem indícios, mais óbvios e lógicos, de que tenham sido crianças abandonadas durante batalhas e encontrados por um senhor que era casado com uma mulher que tinha um perfil de loba. Bom, o fato é que existem muitos livros e teses sobre isso, mas também que essa imagem, dos irmãos sendo alimentados por uma loba é disseminado por toda a cidade.

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Mas, o período que mais me encanta é a Roma Imperial. Tudo começa após quase vinte anos de guerra civil a partir da morte de Júlio Cesar. E todos os acontecimentos deixaram muitas marcas pela cidade. Eu li dois livros, bastante romanceados, sobre Roma. Eles são uma leitura leve que dá uma ótima noção da história de Roma, para quem não é e não quer ser historiador. O autor é Steven Saylor. O primeiro volume cobre o período que vai de 1.000 a.C até 1 a.C. e o segundo todo o período Imperial.

Apesar de a Roma Imperial ser o meu período preferido, é fundamental ao visitar Roma, deixar-se levar pelas inúmeras obras de arte e arquitetura antiga e contemporânea, moda, restaurantes, pessoas, italianos e italianas, cafés e vistas deslumbrantes. Então, organize o seu roteiro, mas procure olhar além do óbvio, e poderá descobrir atrativos e lugares vibrantes e inéditos! Aquela lista de restaurantes recomendados é indispensável. Mas parar em um lugarzinho inusitado e desconhecido, com uma pequena fila de jovens na porta, pode ser o início de uma pequena aventura para conhecer os lugares que os moradores de Roma costumam frequentar.

 

Resumindo, recomendo a fórmula italiana que, na minha opinião, é uma combinação de planejamento e relaxamento, um pouco de cada!

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O inverno é florido em Roma

O acesso aos Museus Capitolinos é feito por meio de uma escada pouco íngreme, ladeada por esculturas.

Foto: Patricia Servilha. Ao fundo, o edifício rosado dos Museus Capitolinos.

 

Roma é uma cidade que foi povoada por entre sete colinas e o Rio Tevere. Os Museus Capitolinos ficam no topo de uma delas, o Monte Capitolino, de onde recebem seu nome.

Roma, Campidoglio, Musei Capitolini - Foto de Mauro C.

Roma, Campidoglio, Musei Capitolini - Foto de Mauro C.

A colina do Capitólio é uma das colinas históricas que estão associadas à fundação e a história de Roma. Ali, durante o Império Romano, ficava o Templo de Júpiter, cujas fundações podem ser vistas hoje dentro dos museus.

Os Museus Capitolinos foram inaugurados em 1734, mas sua coleção já havia sido iniciada com o papa Sisto IV no século XV, que doou ao povo romano estátuas de bronze que foram achadas em Roma e levadas à Basílica de São João Latrão. Com o tempo, outras obras foram incorporadas à coleção, que hoje é uma das mais significativas do mundo.

Roma, Basilica di San Giovanni in Laterano (Basílica de São João Latrão), Porticus - Foto de Polybert

Roma, Basilica di San Giovanni in Laterano (Basílica de São João Latrão), Porticus - Foto de Polybert

Conhecer os principais feriados públicos e eventos na Itália podem ajudar a escolher um período de estadia menos procurado pelos próprios italianos: 
- em Janeiro: Ano Novo (dia 1) / Epifania (dia 6) 
- em Fevereiro: Festa de Racchettinvalle: uma corrida amigável de raquetes de neve que atrai participantes, não só de Itália, mas de todo o mundo  
- em Março: Semana cultural por Itália: museus, sítios e monumentos estatuais são grátis (entre o final de Março até ao começo de Maio) / Páscoa (Março ou Abril) 
- em Abril: dia da Libertação (dia 25) 
- em Maio: dia do Trabalhador (dia 1) 
- em Junho: Festival das Flores em Piazza Lantelme / Festa della Republica (dia 2) 
- em Agosto: dia Assunção da Virgem Maria (dia 15) / Festa de Ghironda: um instrumento local, feito na aldeia de Pragelato
- em Novembro: Dia de todos os Santos (dia 1) / Festival da Unidade Nacional (dia 5)
- em Dezembro: Dia da Imaculada Conceição (dia 8) / Dia de Natal e de Santo Estevão (dias 25 e 26) / Capod'anno (dia 31)

 

... continua!

BAHAMAS: MAIS QUE UMA PARADA DE NAVIO É UM ARQUIPÉLAGO DE ÁGUAS "MUUUITO" CRISTALINAS!
O arquipélago, visto do alto, com destaque para a ilha Eleuthera, em foto de Daniel Piraino.

O arquipélago, visto do alto, com destaque para a ilha Eleuthera, em foto de Daniel Piraino.

Conhecida por seu mar transparente, um turquesa de tirar o fôlego, as Ilhas das Bahamas vão além de apenas uma parada de navio, para alguns, ou um refúgio paradisíaco, para outros.

Porto de Nassau, foto aérea de Daniel Pairaino

Porto de Nassau, foto aérea de Daniel Pairaino

É feita de muitos refúgios, para a fauna marinha, a flora e para um tipo específico de pessoas, que não são nem fauna e nem flora, mas que ali até poderiam ser: os mergulhadores

Para os amantes de mergulho, o destino torna-se muito atrativo. Com mais de 700 diferentes ilhas, as Bahamas oferecem diversas opções de mergulho, que vão desde os convencionais até desbravar as profundezas e alimentar tubarões.

É possível mergulhar em diferentes locais como naufrágios, paredões e recifes, encontrando variações de fundo, pois cada mergulho possuí características muito diferenciadas. E para os corajosos, alimentar os tubarões se torna uma aventura inesquecível.  O local, denominado de “Shark Arena”, é onde a coisa toda acontece.

A imagem é cortesia do Ministério do Turismo das Bahamas.

A imagem é cortesia do Ministério do Turismo das Bahamas.

Lembra do seu primeiro check out, naquele curso básico ? Dá pra ficar bem tenso!

Acostumados com a visita diária e já cientes de que vão receber comida, os tubarões vão aparecendo ao perceber a aproximação da embarcação. Todos equipados e caindo na água, é hora da aventura começar! O local possui um círculo de areia aos 12m de profundidade e, aos poucos, os mergulhadores vão se posicionando, ficando ajoelhados, de braços cruzados e fazendo um círculo.

Logo após, desce o alimentador, que é um mergulhador experiente, treinado e equipado com uma roupa de segurança com minúsculas argolas fabricadas em inox, com um compartimento em que a alimentação dos tubarões é levada.

Berçario de tubarões, em Staniel Cay Island

Berçario de tubarões, em Staniel Cay Island

Em poucos segundos o lugar está tomado por tubarões, e começam a rodear o alimentador, que com uma vara de inox, vai espetando o alimento e entregado aos animais. Após 5 ou 10 minutos chega-se à conclusão de que eles não dão à mínima aos mergulhadores - só estão ali para receberem o seu prêmio e depois cair fora. Este é um dos mergulhos mais conhecidos das Bahamas, demonstrando uma atividade prazerosa e até dá a sensação de uma aventura.  E ao mesmo tempo os mergulhadores são muito assustadores, com tanta roupa de neoprene, máscaras, tanques, coletes, bolhas e mais bolhas!

 
Filhotes de tubarão em Compass Cay

Filhotes de tubarão em Compass Cay

Eu tenho a opinião de que quanto mais atividades forem promovidas para que se conheça os tubarões e respeite-os, mais serão preservados. Não são animais agressivos, quando estão em seu habitat e tem alimentos em abundância. Seu desaparecimento causa grande desequilíbrio no ecossistema marinho e sem alimentos, daí sim eles podem atacar. Por isso, pesquisar bem sobre o mergulho é fundamental.

Já os golfinhos são sempre os queridinhos e recebem bastante atenção também. Eu, pessoalmente sou contra o contato físico com qualquer animal. Mas para observar é demais!

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Outra atividade encantadora, e menos ousada, é nadar com os golfinhos.

A impressão é de que eles curtem mais do que nós. Será? As Bahamas possuem a maior população de golfinhos silvestres do Hemisfério Ocidental.

As Ilhas das Bahamas são facilmente acessadas através do Centro de Conexões das Américas no Panamá ou como uma extensão muito fácil de uma viagem a Miami, Fort Lauderdale ou Orlando, bem como uma conexão através dos principais Centros de Conexões nos Estados Unidos, como Nova Iorque, Dallas, Atlanta, Houston, Chicago, Boston, e Los Angeles.

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O arquipélago das Bahamas, com mais de 700 ilhas e 2.000 ilhotas, possuem experiências ilimitadas para todo tipo de visitante, entre algumas estão Nassau e Paradise Island que oferecem aos viajantes excelentes resorts, lojas e uma vida noturna muito divertida. É uma pena que a maioria das pessoas só conheçam essas, que são as mais populosa. Para natureza, mergulho e aquela cena de praias espetaculares de areia muito branca e fina e outras aventuras aquáticas você tem que sair do lugar comum e ir para Andros Island, Great Inagua Island ou para as Grand Bahamas e as Out Islands oferecem o charme ilheense, ecoturismo e pesca, mergulho e navegação de classe mundial; Já a famosa Bimini pode ser acessada por trem desde Miami, e combina o melhor de ambas experiências.

Nassau fica na New Providence Island

Nassau fica na New Providence Island

Mas, as Bahamas, como todo destino turístico, também merecem cuidados com algumas atitudes, nossas e deles.

Uma coisa importante é sempre negociar a tarifa do táxi antes de entrar. Eles não tem taxímetros e se você não combinar antes, podem cobrar o que quiserem. Não dá para discutir depois, melhor acertar antes.

Mais uma coisa importante: eles dirigem na mão esquerda, como os ingleses. Então, muita atenção se alugar um carro e resolver dar umas voltas por lá! Por outro lado alugar um carro e percorrer as ilhas pode ser uma forma de descobrir aqueles lugares não turísticos, que não estão em nenhum guia. 

Viajar entre junho e novembro é sempre um pouco arriscado. Em toda a região é época de furacões e o clima pode mudar repentinamente. Especialmente para mergulhar, o mar costuma ficar mais agitado e com pouca visibilidade.

Duas ilhas lindas para mergulhadores

Recomendo Andros,  a maior ilha das Bahamas, mas a menos explorada que tem uma magnífica barreira de corais e depressões azuis profundas, a aventura é interminável.

A primeira “descoberta” registrada de Andros ocorreu em 1550, enquanto os espanhóis estavam em busca de trabalho escravo. Nos anos de 1800, os índios Seminole migraram da Flórida para Red Bay, onde uma tribo ainda vive hoje, e são especialmente elogiados por suas belas esculturas em madeira e cestas trançadas.

Mostro aqui três opções de hospedagem:

O Tiamo Resort – Localizado ao sul da Ilha de Andros e rodeado por uma abundância de maravilhas naturais, o Tiamo um luxuoso resort ecológico. A propriedade isolada possui 11 vilas exclusivas e ecológicas, uma piscina infinita natural em cascata e uma  gastronomia que traz à vida a culinária de inspiração caribenha do Chef Keith.

No Small Hope Bay Lodge  as  cabanas ficam à beira da Barreira de Corais Andros. Tem uma gastronomia  internacional com produtos frescos e oferece muitos passeios ecológicos e  expedições de mergulho. 

O Kamalame Cay – Ilha Privada e Residências tem somente 27 quartos e suítes luxuosos à beira-mar com chalés cobertos de buganvílias. Tem um bar super charmoso, chama-se TIKI e fica bem na beira do mar. 

Há lugares muito interessantes para ver como o  Andros Barrier Reef , a terceira maior barreira de recifes do mundo, e cai nas profundezas da Tounge of The Ocean, que separa Andros e New Providence;  o Henry Morgan’s Cave, perfeito para quem é fã de piratas, é uma caverna conhecida por conter o tesouro escondido do Pirata Henry Morgan e é um ótimo local para fazer caminhadas e piqueniques. Visite a Androsia Hand Made Batik Factory, fábrica mundialmente famosa que produz tecidos batik com desenhos inspirados na cultura das Ilhas das Bahamas.

Praia em Bimini - imagem cortesia do Ministério do Turismo das Bahamas

Praia em Bimini - imagem cortesia do Ministério do Turismo das Bahamas

Outra ilha linda é Bimini, um refúgio tranquilo e pitoresco, localizado a apenas 80 km da costa da Flórida. Você pode começar seu passeio pela ilha saboreando o  famoso “Pão Bimini”, um produto local indispensável.

Diz a lenda que Ponce de Leon desembarcou em Bimini em busca da Fonte da Juventude, mas durante a Lei Seca nos Estados Unidos a ilha se tornou uma fonte de bebidas alcoólicas. Bimini prosperou durante a Lei Seca graças à sua utilidade como base de operações para os produtores de rum. A ilha também atraiu nomes corajosos como Ernest Hemingway e o reverendo Dr. Martin Luther King Jr. Há vários tipos de hospedagem como o Hilton  Resorts World Bimini e Bimini Big Game Club Resort & Marina Resort Boutique.

Um importante ponto de interesse é a Bimini Road / A Cidade Perdida de Atlantis. Acredita-se que seja o caminho para a Cidade Perdida de Atlantis, este local de mergulho é uma das atrações turísticas mais populares em Bimini.

Visite as Bahamas, passe rápido por Nassau e não deixe de experimentar a switcha, uma bebida típica que mistura um tipo de limão, que é  nativo das ilhas, açúcar e água! Lembra uma caipirinha sem água.

Nassau, foto de Raffles Terrace

Nassau, foto de Raffles Terrace